Museion era filho de Orfeu, (poeta e músico grego das divindades) e seu nome foi inspirado no templo das musas, filhas de Mnemosine (memória) 5 e Zeus (poder).
Orfeu foi o protótipo do poeta que, com sua lira encantada, conseguia amansar os animais; desceu ao inferno (em grego inferos, a parte inferior) para resgatar Eurídice, sua amada, e comoveu Perséfone, a deusa do inferno, a ponto de deixar Eurídice sair. Só que Orfeu não resistiu à curiosidade, mesmo tendo sido avisado pela deusa e olhou para trás. Com isso, Eurídice se transformou em uma estátua de sal.
No final de sua vida Orfeu foi esfacelado pelas Eríneas (ou Fúrias) e espalhado, através de um sopro, pelo mundo e pelas coisas. Coube a Museu, seu filho, a tarefa de recolher a obra de seu pai, de não deixar a obra de Orfeu permanecer em pedaços, resultado de uma história de amor e castigo vivida pelo poeta.
Museu se depara com a inteligência, dispersa como um quebra-cabeças que precisa ser juntado e ordenado de tal maneira que registrasse a história de seu pai e Eurídice. Podemos intuir que essa sua tarefa foi das mais difíceis. Precisou trabalhar a diversidade das coisas para reconstruir a identidade original de Orfeu.
Finalmente, Museu recopila, reordena e recupera a poesia espalhada nas coisas, isto é, a matriz da ação (poética) em cada coisa ou ainda o que determina o modo de ação de cada coisa no mundo.
5 Museu tem relação direta com “memória”. Memória é a capacidade humana de reter fatos e experiências do passado e retransmití-los às novas gerações através de diferentes suportes empíricos (voz, música, imagem, textos, etc.)..
Existe uma memória individual que é aquela guardada por um indivíduo e se refere as suas próprias vivências e experiências, mas que contém também aspectos da memória do grupo social onde ele se formou, isto é, onde esse indivíduo foi socializado.
Há também aquilo que denominamos de memória coletiva que é aquela formada pelos fatos e aspectos julgados relevantes e que são guardados como memória oficial da sociedade mais ampla. Ela geralmente se expressa naquilo que chamamos de lugares da memória que são os monumentos, hinos oficiais, quadros e obras literárias e artísticas que expressam a versão consolidada de um passado coletivo de uma dada sociedade.
As Musas, filhas de Zeus e Mnemose (a Memória), protegiam as Artes, as Ciências e as Letras. Contam-se, geralmente, nove: Calíope (poesia heróica e oratória), Clio (história),Euterpe (música), Melpómene (tragédia), Talia (comédia), Terpsícore (dança), Erato (poesia lírica), Polímnia (elegia) e Urânia (astronomia).
Nasceram no cume do Monte Piero e moraram, sucessivamente, no Parnaso, na Tessalia e na Beócia. O cavalo Pégaso servia-lhes de cavalgadura. Zeus chamava-as frequentemente para que, a seu lado, no Olimpo, cantassem as maravilhas da natureza, alegrando a morada celestial.
Um dia, vogando pelos campos, afastaram-se em demasia das suas moradas e foram surpreendidas por uma tempestade que as obrigou a procurar refúgio.
Pireneu, rei da Fócida, encontrou-as e ofereceu-lhes abrigo no seu Palácio. As Musas aceitaram, agradecidas, mas mal passaram o umbral da régia mansão, as portas fecharam-se sobre si mesmas e tornaram-se escravas do tirano.
Pireneu julgava-se já amo e senhor de tão rica presa, tendo mesmo escolhido quem seria a sua primeira vítima, quando, revestindo-se subitamente de asas, as nove irmãs levantaram voo e fugiram com a leveza dos pássaros. Pireneu, pretendendo alcançá-las, sobe ao andar superior do seu palácio, lança-se em sua perseguição mas cai e morre.
A arte representa as Musas sob a forma de jovens cobertas de longas túnicas; usam, às vezes, plumas na cabeça, como recordação da vitória obtida contra as sereias, mulheres-pássaros. As Musas foram sendo, pouco a pouco, caracterizadas por atributos especiais, e a arte reservou a cada uma delas um papel particular.
Calíope patrocinava a poesia heróica, sendo representada, por vezes, com uma coroa de louro (o prémio dos heróis). Numa das mãos ostenta uma trombeta ou um estilete e mostra as poesias épicas: a Ilíada e a Odisseia.
Clio presidia à História. Era também musa dos heróis, sendo a sua principal ocupação manter viva a recordação dos grandes actos e triunfos. Geralmente é representada com um livro aberto na mão esquerda ou com um rolo de papiro e uma clepsidra.
Melpómene inspirava a Tragédia. Aparece vestida de forma rica e de olhar severo, com uma mão empunha um ceptro, uma máscara ou um punhal ensanguentado.
Talia, musa da Comédia, traz na mão uma máscara cómica. Tem um aspecto vivo e um olhar irónico. uma coroa de pedra - símbolo da eternidade - circunda a sua cabeça.
Euterpe, nome que significa génio agradável, era a Musa da Música. Costuma ser representada com coroas de flores e tocando uma harpa ou flauta dupla.
Terpsícore dirige a dança. O seu ar jovial, a sua atitude ligeira, algumas grinaldas de flores e uma lira são as suas características. Erato inspirava a poesia lírica. É representada coroada de mirtilo e rosas, com uma cítara e uma flecha.
Polímnia patrocinava o canto e a retórica. Representavam-na vestida de branco, em pose de pensamento. Na mão, por vezes, sustem um ceptro ou umas correntes como símbolo do poder que exerce a eloquência.
Urânia, Musa da Astronomia, é representada com um globo terrestre na mão esquerda e uma cornucópia na mão direita. As estrelas formam a sua coroa. Aos seus pés vislumbram-se dois cavalos da carruagem de fogo do Sol.
Olho de Hórus ou 'Udyat' é um símbolo, proveniente do Egito Antigo, que significa proteção e poder, relacionado à divindade Hórus. Era um dos mais poderosos e mais usados amuletos no Egito em todas as épocas.
Segundo uma lenda, o olho esquerdo de Hórus simbolizava a Lua e o direito, o Sol. Durante a luta, o deus Set arrancou o olho esquerdo de Hórus, o qual foi substituído por este amuleto, que não lhe dava visão total, colocando então também uma serpente sobre sua cabeça. Depois da sua recuperação, Horus pôde organizar novos combates que o levaram à vitória decisiva sobre Set. Era a união do olho humano com a vista do falcão, animal associado ao deus Hórus. Era usado, em vida, para afugentar o mau-olhado e, após a morte, contra o infortúnio do Além. O Olho de Hórus e a serpente simbolizavam poder real tanto que os faraós passaram a maquiar seus olhos como o Olho de Hórus e a usarem serpentes esculpidas na coroa. Os antigos acreditavam que este símbolo de indestrutibilidade poderia auxiliar no renascimento, em virtude de suas crenças sobre a alma. Este símbolo aparece no reverso do Grande selo dos Estados Unidos da América,sendo também um símbolo frequentemente usado e relacionado a Maçonaria. O Olho Direito de Hórus representa a informação concreta, factual, controlada pelo hemisfério cerebral esquerdo. Ele lida com as palavras, letras, e os números, e com coisas que são descritíveis em termos de frases ou pensamentos completos. Ele aborda o universo de um modo masculino.
O Olho Esquerdo de Hórus representa a informação estética abstrata, controlada pelo hemisfério direito do cérebro. Lida com pensamentos e sentimentos e é responsável pela intuição. Ele aborda o universo de um modo feminino. Nós usamos o Olho Esquerdo, de orientação feminina, o lado direto do cérebro, para os sentimentos e a intuição. Hoje em dia, o Olho de Horus adquiriu também outro significado e é usado para evitar o mal e espantar inveja (mau-olhado), mas continua com a idéia de trazer proteção, vigor e saúde.
Texto de Tania Regina Rossetto Popularmente dizemos e ouvimos dizer que "nessa vida tudo é ilusão". Mas, para concordar ou discordar é preciso refletir sobre o que significa realidade e ilusão. O que é ilusório? O que é real? A arte representa a realidade por meio da ilusão? Ou é a realidade que expressa ilusão?
Por detrás das câmeras
Provavelmente você já deve ter assistido ou ouvido alguém falar de Matrix, o filme. Matrix, principalmente em razão de seus efeitos especiais, é considerado um marco na história do cinema.
A saga contida em Matrix é dividida em três filmes – a "trilogia Matrix" – e levanta dúvidas cruciais sobre a vida humana: o que vemos é real? E nós, somos reais ou não passamos de uma ilusão?
Tudo começa como no livro infantil de Lewis Carroll: Alice no País das Maravilhas, (seria muito interessante ler o livro). Neo, personagem principal do filme Matrix, segue o coelho branco e precisa fazer uma escolha entre a pílula vermelha que revela toda a realidade, ou a pílula azul que deixa tudo como está. Toda a realidade e toda a ilusão são reveladas a partir dessa escolha, e Neo é levado a saber até onde vai a toca do coelho de Alice.
A partir da escolha que faz (saber toda a verdade) Neo passa a ser o "escolhido", uma analogia ao "Messias" que irá salvar a humanidade do domínio das máquinas, o único que pode vencer o mal estabelecido pelo próprio homem.
Os personagens sobem pelas paredes, pulam de um prédio a outro, participam de lutas alucinantes, desviam de balas disparadas à queima roupa, morrem, mas, vencem a própria morte. Acima de tudo, o filme deixa claro, a todo o momento, a importância de um sentimento do qual as máquinas são desprovidas: o amor.
O filme Matrix apresenta uma história, contada em uma linguagem contemporânea, que nos faz pensar sobre o que é realidade e ilusão. Podemos comparar a mensagem do filme com a Alegoria da Caverna de Platão, filósofo grego do século IV a.C. (428-427 a.C. – 348-347 a.C.).
Conheça alguns fragmentos da Alegoria da Caverna de Platão, República, Livro VII, 514ª-517c
(...) Suponhamos alguns homens numa habitação subterrânea em forma de caverna, com uma entrada aberta para a luz... Estão lá dentro desde a infância, algemados de pernas e pescoços... há um caminho ascendente, ao longo do qual se construiu um pequeno muro... (...) Visiona também ao longo deste muro, homens que transportam toda espécie de objectos, que o ultrapassam: estatuetas de homens e animais, de pedra e de madeira... como é natural, dos que os transportam, uns falam, outros seguem calados. (...) Então, se eles fossem capazes de conversar uns com os outros, não te parece que eles julgariam estar a nomear objectos reais, quando designavam o que viam? (...) De qualquer modo – afirmei – pessoas nessas condições não pensavam que a realidade fosse senão a sombra dos objectos. (...) ... o que aconteceria se eles fossem soltos das cadeias e curados da sua ignorância, a ver se, regressados à sua natureza, as coisas se passavam deste modo. Logo que alguém soltasse um deles, e o forçasse endireitar-se de repente, a voltar o pescoço, a andar e a olhar para a luz, ao fazer tudo isso, sentiria dor, e o deslumbramento impedi-lo-ia de fixar os objectos cujas sombras via outrora. (...) ... se alguém o forçasse olhar para a própria luz, doer-lhe-iam os olhos e voltar-se-ia, para buscar refúgio junto aos objectos para os quais podia olhar, e julgaria ainda que estes eram na verdade mais nítidos do que os que lhes mostravam? (...) Precisava de se habituar, julgo eu, se quisesse ver o mundo superior. Em primeiro lugar, olharia mais facilmente para as sombras, depois disso, para as imagens dos homens e dos outros objectos, reflectidas na água, e, por último, para os próprios objectos. A partir de então seria capaz de contemplar o que há no céu, e o próprio céu, durante a noite, olhando para a luz das estrelas e da Lua, mais facilmente do que se fosse o Sol e seu brilho de dia. (...) Finalmente, julgo eu, seria capaz de olhar para o Sol e de o contemplar, não já a sua imagem na água ou em qualquer sítio, mas a ele mesmo, no seu lugar. (...) Quando ele se lembrasse da sua primitiva habitação, e do saber que já possuía, dos seus companheiros de prisão desse tempo, não crês que ele se regozijaria com a mudança e deploraria os outros? (...) E se lhe fosse necessário julgar aquelas sombras em competição com os que tinham estado sempre prisioneiros, no período em que ainda estava ofuscado, antes de adaptar a vista – e o tempo de se habituar não seria pouco – acaso não causaria o riso, e não diriam dele que, por ter subido ao mundo superior, estragara a vista, e que não valia a pena tentar a ascensão? E a quem tentasse soltá-los e conduzi-los até cima, se pudessem agarrá-lo e matá-lo.
(...)
Fontes de pesquisa:
1- Filme: Matrix, trilogia de Larry e Andy Wachowiski.
2- Revista Isto É nº 1753 – 07/05/2003, p. 80-81 (98 páginas) Reportagem: Reféns da Tecnologia. Darlene Mencione e Lia Vasconcelos, p. 80-85.
Texto de Kathia Alves: O minucioso trabalho de pesquisadora iconográfica e estudiosa da história do livro ilustrado leva-me a ouvir a voz que emana das imagens como se fosse um eco dos pensamentos escritos.
Para maiores informações sobre meu trabalho consulte os links:
Resumo do artigo: Nem sempre a arte celebrou a memória de homens ilustres, algumas vezes as pinceladas impiedosas de artistas mercenários condenaram homens à morte.
No presente texto realizar-se-à um extrato sobre a arte do retrato nas condenações infamantes na Itália dos séculos XIV e XVI.
O Pincel do Carrasco
A idéia de “extimatio” dos antigos romanos, ou seja a importância do indivíduo no seio do grupo, influenciou profundamente o conceito de “fama” e de “infâmia”, que penetrou no tecido cultural das populações dominadas pelo império, passando da Idade Média à Idade Moderna, chegando a sensibilizar os nossos dias.
Este conceito incidirá com particular intensidade no código de honra dos cavalheiros medievais, condicionando as ações da nobreza, sem poupar porém as demais categorias sociais.
No norte da Itália setentrional, o conceito de fama e infâmia encontrou eco nos sermões dos religiosos do mundo rural e na poesia humanística, inspirada nos modelos da antiguidade clássica, tanto apreciada pelos artistas e eruditos do século XIV e XV.
Entre os estudiosos da literatura latina, da filosofia e cultura clássica daquele ambiente, destaca-se o poeta Francesco Petrarca, que através dos seus versos recordava às gerações que, tanto a fama como a infâmia podem ser vencidas somente
pelo tempo, porque enquanto as ações e as obras positivas ou negativas permanecerem acesas na memória da humanidade, as imagens destes conceitos permanecerão vivas.
Assim sendo, a imagem da boa reputação era uma chave vital para a aceitação do indivíduo e afirmação dos seus direitos na sociedade.
Quando a opinião pública reconhecia as qualidades do indivíduo, fosse pela função que ocupava, pelas obras ou ações realizadas, pelo ambiente que frequentava ou pela situação econômica: era-lhe conferida a estima popular, e a fama garantia-lhe credibilidade e favores.
A imagem positiva concedia ao indivíduo o direito de ocupar cargos de confiança, ser testemunha em processos, receber empréstimos, possuir propriedades, em suma, favorecia o pleno exercício de cidadania. Em certos casos, o reconhecimento da boa
reputação era celebrado publicamente com monumentos, estatuas, retratos em igrejas, prefeituras e universidades.
Porém, quando a reputação era enlameada por traição política, evasões fiscais, banca rota, fraude, furto ou assassinato, a opinião pública negava ao indivíduo os direitos civis e jurídicos, condenando-lhe a morte ou à marginalização, que era como morrer em vida, pois o réu perdia os direitos de cidadania e as possibilidades de sobrevivência.
A imagem do indivíduo devastada pela infâmia projetava-se como um fantasma sobre os familiares, sobre amigos e conhecidos, que para sobreviverem eram obrigados a distanciar-se do réu.
O condenado que conseguia fugir em exílio, procurava refugiar-se no anonimato.
Porém, da mesma maneira que o poder público valia-se da arte para comemorar os cidadãos ilustres, as autoridades jurídicas interessadas em manter viva na memória dos indivíduos, a infâmia do condenado, comissionavam a artistas de segunda grandeza, o retrato do infamado. Esta pena por “contumacia” ou em linguagem corrente, por ausência do réu, era executada com pinceladas vivazes sobre os muros externos de um edifício público ou na fachada da casa do condenado.
O carrasco, armado de palheta e pincel, protegendo a sua identidade no manto da noite, realizava com perícia e rapidez a imagem do condenado sofrendo a sansão em poses grotescas ou ofensivas.
O escárnio e o horror eram alguns dos principais elementos deste tipo de pena, de modo particular, no caso dos réus por traição, representados frequentemente como aqueles que traíram e renegaram Cristo, portanto enforcados como Judas ou de cabeça para baixo como no martírio de S. Pedro.
Por isto, a representação mais comum dos traidores era pendurados pelos pés ou pelos órgãos genitais, enquanto torturados por figuras diabólicas, como se vê no detalhe do afresco do inferno realizado por Giotto na Capela dos Scrovegni em Pádua e no particular dos idolatras no afresco do inferno de Giovanni da Modena, na Capela Bolognini da Basílica de São Petrônio em Bolonha. Outra imagem de traidor muito difusa no período è a figura do Enforcado no jogo do Tarô, como se encontra no maço do século XV que pertenceu a família Visconti-Sforza de Milão.
Porém, nem sempre as pinturas infamantes eram representações de penas não consumadas. Muitas vezes o pincel do carrasco descrevia as terríveis torturas e a morte do réu, com a intenção de prolongar a pena da infâmia sobre a imagem do morto, utilizando-o como exemplo moralizador para a população.
Estas imagens, que podiam permanecer nos muros dos prédios por muitos anos, podiam também serem julgadas e reavivadas com tintas frescas para se manterem vivas por longo tempo, ou ao contrario, serem anistiadas e finalmente canceladas.
A arte que imortalizou o retrato e a fama de ilustres cidadãos através de pinturas, esculturas e medalhas, realizadas por grandes artistas, condenou também à infâmia inúmeros outros cidadãos com terríveis retratos denegridores, executados com severas pinceladas de artistas menosprezados, diminuídos pela função de carrasco.
Porém a roda da fortuna concedeu alguns indultos a estes artistas, como é o caso de Andrea del Sarto, que realizou alguns desenhos para pinturas infamantes ao serviço da justiça. Contudo, contrariamente às suas vitimas, o artista recebeu o reconhecimento de grande mestre da pintura, gozando de fama entre as gerações que seguiram seu trabalho.
Fig. 1 e 2)- Giotto di Bondone (1267-1337).
Detalhe do inferno, no afresco do Juízo Universal de Giotto na Capela dos Scrovegni
Sites para criar uma apresentação sem usar o PowerPoint
Nesses sites abaixo você pode criar sua apresentação como se estivesse usando o PowerPoint, ou seja, podendo escolher o modelo, layout e formatação. Também é possível inserir vídeos, imagens, textos, formas, notas e outras coisas (depende do site). Depois de fazer uma montagem, você pode salvar, abrir em outra hora e também exportar a apresentação (cada site permite certos formatos).
Zoho Slide Exporta para os formatos HTML, PPT, PPS, ODP e PDF e importa os formatos PPT, PPS, ODP e SXI. Também permite a compartilhação. Veja uma imagem do site
Os sites abaixo permitem a você enviar sua apresentação de slides (fazer o upload), semelhante aenviar um vídeo para o YouTube só que é uma apresentação (formato PPT, PPS, ODP, etc.) ao invés de um vídeo, e depois torna-la disponível na internet para que outras pessoas a vejam, inclusive fornecendo o código de incorporação (Embed). Na hora de importar o arquivo (upload), fique atento aos formatos aceitos pelo site (alguns deles restringem alguns formatos). Como já foi dito acima, eles também permitem a você enviar uma apresentação feita no PowerPoint. Depois que o arquivo for enviado, você poderá compartilha-lo com o resto do mundo (se assim você desejar).
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"O Ponto e a Linha" é um filme de animação dirigido por Chuck Jones (1965) e baseado no livro homónimo de Norton Juster (1963). O título deste livro é uma referência óbvia ao livro Flatland: Um Romance de Muitas Dimensões de Edwin Abbott.
O que pode fazer uma linha recta quando se apaixona por um ponto volúvel? Como reagir perante a adversidade de um amor não correspondido? Poderá a linha recta mudar de direcção? Quais são as potencialidades de uma linha com muita perserverança? Como uma linha pode se exprimir?
segundo um novo estudo científico, obras de arte dão tanta alegria a mente humana quanto as emoções do amor.
Pessoas foram submetidas a tomografias do cérebro ao mesmo tempo que viam uma série de 30 pinturas de alguns dos maiores artistas do mundo.
As obras consideradas mais bonitas aumentaram em 10% o fluxo sanguíneo em uma determinada parte do cérebro, o que equivale a olhar para um ente querido.
Pinturas de John Constable, Ingres, pintor neoclássico francês, e Guido Reni produziram respostas mais intensa de "prazer" nos participantes.
Obras de Hieronymus Bosch, Damier Honore e Massys artista flamengo - consideradas feias pelos participantes - levou a um menor fluxo sanguíneo.
Outras pinturas foram mostradas, obras de artistas como Monet, Rembrandt, Leonardo da Vinci e Cézanne.
O professor Semir Zeki, neurocientista da University College London, que conduziu o experimento, disse: "Queríamos ver o que acontece no cérebro quando você olha belas pinturas.
"O que descobrimos é quando você olhar para a arte - se é uma paisagem, uma natureza morta, abstrata ou um retrato - há uma forte atividade na parte do cérebro relacionada ao prazer.
"Nós colocamos as pessoas em um scanner e mostramos uma série de pinturas a cada dez segundos. Em seguida, medimos a alteração do fluxo sangüíneo em uma parte do cérebro.
"A reação foi imediata. Observamos que o aumento no fluxo sangüíneo é proporcional ao o quanto a pintura foi apreciada.
"O aumento do fluxo sanguíneo ao ver uma bela pintura é o mesmo de quando você olha para alguém que você ama. Diz-nos o professor Semir Zeki "a arte provoca uma boa sensação no cérebro."
O teste foi realizado em dezenas de pessoas, que tinham pouco conhecimento sobre arte e, portanto, não estariam influenciadas por modismos.
A ressonância magnética (RM) mediu o fluxo sanguíneo no córtex órbito-frontal, parte do cérebro associada ao prazer e ao desejo.
O estudo será revisado e publicado em uma revista acadêmica no final deste ano (2011).
Professor Zeki acrescentou: "Estamos dando verdade científica ao que é conhecido há muito tempo - que belas pinturas nos fazem se sentir muito melhor".
"Mas o que não percebiamos antes destes estudos é o quão poderoso é o efeito da arte sobre o cérebro."
O estudo evidencia também a necessidade da arte estar cada vez mais disponível ao público em geral.
O presente artigo desenhará um breve percurso para a reflexão dos principais fatores que concorreram para que a arte do retrato tivesse seu apogeu no século XV.
O Espelho do Ego.
A antiga tradição clássica, greco-romana de representar realisticamente a figura humana, retorna com renovado vigor entre os séculos XIV e XVI.
Neste arco de tempo, definiram-se todos os cânones de representação da figura que influenciarão o género do retrato nos séculos vindouros.
É oportuno ressaltar que neste período, tal como na antiguidade clássica, o florescimento da arte do retrato coincide com a afirmação do “individuo” numa sociedade que cresce e se enriquece, graças à ação humana.
Isto verificar-se-á claramente a partir do século XII, quando a sociedade feudal emerge pouco a pouco da depressão das invasões barbáricas que provocaram a queda do império romano e caracterizaram a alta idade média.
Apesar dos episódios de peste, guerras e carestias, o homem do século XV é plenamente consciente do seu potencial, da importância do próprio trabalho para o incremento da nova dinâmica urbana, e não se submete as eventualidades, procurando construir o próprio destino.
A pesquisa, o progresso técnico, tecnológico e económico que favoreceu a acumulação do capital mercantil e gerou a classe burguesa, fez com que o homem se sentisse co-autor da criação divina.
Os grandes mestres da pintura, como Jan van Eyck, entraram nesta dinâmica, dedicando minuciosa atenção ao virtuosismo técnico e elaborando uma narrativa pictórica cientifica, aderente à realidade. Porém, serão as gerações de artistas do final daquele século a darem vida às obras através de cuidadosos estudos de perfis psicológicos e morais, fazendo com que as imagens evocassem a energia vital dos personagens e do ambiente social no qual actuavam.
Esta nova perspectiva antropocêntrica, fortalece o “ego” dos indivíduos que durante séculos foi reprimido pela religião de estado, que limitava a capacidade humana em função de um modelo teocêntrico, no qual o homem era apenas um espectador do operar Divino.
Diante desta realidade, a arte do retrato, tal como a assinatura caligráfica do próprio nome, em substituição dos carimbos que se usavam nos documentos, demonstrarão a consciência da “personalidade”.
Esta revisão de valores será a base de um primeiro humanismo, terreno no qual frutificará a recuperação da cultura clássica, potencializará as artes e as ciências, como sintomas de um percurso mental que se concluirá no renascimento italiano.
No contexto renascentista que distinguirá alguns centros do norte da península itálica e influenciará outras cidades através de intercâmbios, o retrato deixará de ser uma prerrogativa da nobreza ou da hierarquia eclesiástica, para consagrar indivíduos que desempenham uma função na engrenagem sócioeconómico, exaltando o poder de uma classe emergente.
Os retratos de homens de estudo, como o matemático Luca Pacioli, perpetuado por Jacopo de’ Barbari; o marinheiro que sorri de Antonello da Messina; o comerciante rodeado de cartas de Hans Holbein o jovem, ou autoretrato do artista em meio a um grupo de nobres como o que realizou Nuno Gonçalves, serão testemunhas imortais de um período de grande vitalidade intelectual e de consciência da própria potencialidade humana.
Estas imagens, além de valorizarem a semelhança física, exaltam a “personalidade”, através da expressão do semblante, da intensidade do olhar, da linguagem corpórea, da mímica dos gestos, dando particular relevo à posição da figura no ambiente e aos objectos ou símbolos que o identificavam socialmente.
A dignidade do individuo defendida pelas teorias filosóficas renascentistas, atenuam a questão da beleza e da fealdade. Embora, as idéias sobre os conteúdos expressivos da fisionomia, das classificações de tipos humanos em função das características harmônicas ou desarmônicas da alma, persistirão, e Leonardo da Vinci, será entre outros, um atento observador destas peculiaridades. Pois que, Leonardo compartilhava as teorias de Luca Pacioli, autor da De Divina Proportione, que defendia a tese na qual a beleza na natureza, tal como no corpo, na arquitetura e na tipografia, era regida pela “divina proporção”, o desvio deste conceito, gerava o desequilíbrio e a fealdade.
Porém a linha interpretativa que associava beleza à inteligência e integridade moral, em contraposição, a fealdade associada à estupidez e à decadência moral, expandirá-se-á no século XVI, através da linguagem expressiva das obras dos irmãos Agostino e Annibale Carracci. As inúmeras composições de teatralização caricatural e maneirística realizadas pelos irmãos Carracci, propunham retratos que revelassem o espelho da alma, o real caráter do individuo, por vezes dissimulados pelas máscaras das convenções e do poder.
Fig. 1)- Jan van Eyck (1390 – 1441)
Jan van Eyck.
O Homem com o turbante, (identificado como auto-retrato do artista), 1433.
Atualmente na “National Gallery”, Londres – Inglaterra
Fig. 2)- Jacopo de’ Barbari (entorno a 1440 – 1515)
Jacopo de’ Barbari, retrato de Luca Pacioli, 1495.
Matemático renascentista autor das obras Summa de arithmetica, geometria, proportioni et proportionalità e De Divina Proportione com ilustrações atribuídas a Leonardo da Vinci.
Atualmente no “Museo Capodimonte”, Nápoles – Itália.
Animação de uma gravura de Jacopo de’ Barbari, com panorama de Veneza realizado na modalidade vôo de pássaro.
Annibale Carracci. Mangiafagioli, Comedor de feijão 1584.
Atualmente na “Galleria Colona”, Roma – Itália.
Agostino Carracci. Desenho de nanquim sobre papel.
Atualmente no “Nationalmuseum, Estocolmo”, Suecia.
Segundo os históricos da arte, a caricatura nasce entre o final do Cinquecento início do Seicento no ambiente dos irmãos Carracci.
Annibale e Agostino junto ao primo Ludovico, realizavam retratos com a intenção de revelar o real caráter dos indivíduos, escondidos pelas mascaras das convenções e do poder.
Texto de Kathia Alves: Sou uma curiosa e atenta leitora de imagens, por isto sempre me dediquei a ela, como ilustradora, pesquisadora iconográfica e estudiosa da historia do livro ilustrado.
Para maiores informações sobre meu trabalho consulte os links:
Resumo do artigo: O retrato e a caricatura foram gêneros que sempre fascinaram o homem ocidental, como um espelho mágico que revela os segredos da alma.
No presente texto realizar-se-à uma brevíssima reflexão sobre o longo e lento percurso da representação da beleza e da fealdade no contexto cristão ocidental.
O Espelho Da alma
A partir da primeira cruzada contra os mouros convocada pelo Papa Urbano II ao redor de 1095/96, enraíza-se paulatinamente no mundo cristão ocidental, a ideia de que a beleza era emanação das virtudes da alma.
A conseqüência desta afirmação, é que os defeitos físicos, a fealdade e a diversidade dos traços fisionómicos de outras raças, eram sinais negativos da essência anímica.
Esta linha interpretativa afirma-se durante a Idade Média, através de imagens que falavam da beleza angélica e santificada, em contraposição às representações disformes ou burlescas dos vícios e de outras características humanas. Tais valores redesenharam a realidade, distinguindo e separando os indivíduos em dois blocos: belos e bons; imperfeitos e pérfidos.
Dentro desta dinâmica; hebreus, mouros e todos aqueles considerados diversos ou antagonistas aos modelos e aos valores morais da igreja, eram frequentemente representados pela sociedade cristã como figuras grotescas, personificação do diabólico.
As diferenças culturais, raciais ou fisionómicas, amplificadas pelas expressões das emoções, pelas mímicas dos gestos, unido ao preconceito de que as paixões da alma modelavam ou transmutavam a forma do corpo, colaboravam para enriquecer as mil faces do maligno, que se manifestava numa grande variedade de “imaginerias do demónio”.
Todavia, as figuras burlescas, anteriores ao século XV eram substancialmente alusões alegóricas dos estados idealizados da alma. Nas miniaturas e nos afrescos anteriores aquele período, não se encontravam nas figuras, uma verdadeira descrição do caráter do individuo, porém, identificavam-se sinais que evocavam a negatividade dos personagens. Somente ao final do século XV, quando a prática do retrato se transforma num verdadeiro gênero artístico, agregando sobre a estrutura “physiognomica”, uma série de outras informações como: perfil psicológico, condições culturais, temporais e espirituais, é que se projetará nos traços físicos dos personagens retratados a sutil essência do caráter.
A partir deste momento começam a surgir os “retratos ditos de carga”, assim chamados por serem carregados de conotações densas, que tinham como principal compromisso exaltar a negatividade, representando na maioria das vezes, danados sofrendo as penas do inferno, heréticos, carnífices maltratando inocentes, enfim, todos os matizes de degradações morais da humanidade.
Foi na Europa do norte, daquele período, onde o clima rígido constringia as pessoas à introspecção e à convivência em ambientes fechados, que se propagaram os retratos carregados pelas decadências humanas.
Olhos esbugalhados, sobrancelhas encarquilhadas ou arqueadas, bocas escancaradas e desdentadas, septos e narinas deformados, são algumas das características que distinguem os pérfidos algozes representados por Hieronymus Bosch na crucificação de Jesus.
Estes retratos que desejavam espelhar os vícios e as emoções da alma, foram a chave de um tipo de pintura que deu origem à caricatura.
Enquanto linguagem de representação da figura, a caricatura vem formalmente a luz no final do século XVI e nos primeiros anos do século XVII. Todavia, esta expressão figurativa inspirar-se-à nas obras do passado, em excelentes artistas do norte Europeu, como Albrecht Dürer, o velho Lucas Cranach, mas se deixará persuadir também pelos magníficos esboços críticos de Leonardo da Vinci, pelos estudos de Giambattista della Porta autor “De Humana Physiognomia” e outros fantásticos mestres observadores e estudiosos da natureza humana.
Desde da sua origem, a caricatura, mais do que a arte do retrato, assumirá uma função social de ressaltar as sombras da alma, as contradições do caráter humano e da sociedade que o homem constrói. Este género artístico, se alargará nos séculos nas formas de sátira de costume e sátira política, encontrando o seu esplendor nos traços elegantes de Daumier e de Toulouse Lautrec.
Fig. 1 – Leonardo da Vinci (1452-1519)
Leonardo da Vinci, caricatura de cinco cabeças, 1490. Atualmente na “Galleria dell’Accademia” de Venezia.
O desenho é talvez a forma de expressão artística mais conhecida entre o grande público e, por isso, a mais democrática. Seja nas tiras de jornais, nos animes japoneses ou nos estudos de Da Vinci, o desenho é e sempre será uma das formas mais apreciadas de arte.
A leitura que se faz de uma imagem dependerá sobretudo da cultura e conjunto de experiências sociais do observador podendo ser interpretada e sentida de formas diferentes por pessoas diferentes, cada qual com seu jeito de interpretar o que vê.
Da mesma forma ocorre com o artista. Ao criar o desenho ele pode expressar aquilo que sente, o que crê, o que almeja ou o que vive. É por isso, que vemos uma grande variação na forma e conteúdo dos desenhos ao longo da história e é por isso que um mesmo desenho pode despertar em pessoas diferentes sentimentos e até mesmo contrários.
Durante toda a história os desenhos foram usados tanto para distrair e entreter, quanto para provocar reflexões. As charges e os cartuns por exemplo são muito usadas pelos desenhistas para fazer críticas a situações do cotidiano ou chamar a atenção para temas importantes.
Outras modalidades de desenho são: desenho técnico, é aquele usado para projeção de peças e máquinas; desenho artístico, é o nome dado aos desenhos que fazem representações bastante realistas de pessoas, paisagens e objetos (na verdade fora o desenho técnico todas as outras modalidades de desenho poderiam ser chamadas de “desenho artístico”, porém convencionou-se usar a denominação para este tipo específico); quadrinhos, conjunto de desenhos que apresentam uma história real ou não através de imagens seqüenciais; ilustração, desenho usado para “dizer” através de imagens o que está escrito em um texto; grafite, desenho feito em fachadas e muros; animações ou desenhos animados, são desenhos projetados em seqüência de forma a provocar a ilusão de movimento das figuras representadas (tipo um filme); caricatura, desenho cômico feito baseado em alguma pessoa e que se parece com ela, geralmente a caricatura retrata apenas o rosto, se retratar também o corpo, ou seja, um quadro geral, chama-se cartum ou charge dependendo da situação; cartum (ou cartoon), desenho que apresenta um quadro geral e trabalha com temas universais (por exemplo, a piada da sogra); charge, desenho que pode apresentar um quadro geral, mas tem como tema um assunto específico e, na maioria das vezes, sobre algo real.
Atualmente, o desenho encontra formas de expressão e recursos muito mais variados. De materiais super tecnológicos (canetas digitais, editores de imagem, etc.) e locais inusitados (como o próprio corpo, embora isso já seja antigo) a temas polêmicos que tratam de problemas e pessoas reais ou fictícios, o desenho possui a capacidade de disseminar cultura entre todas as classes sociais. É por isso que é tão difícil encontrar alguém que não goste de desenho.
Rodin disse certa vez: " O meu Pensador não pensa apenas com o cérebro, com sua testa franzida,
as narinas abertas, e os lábios comprimidos, mas com todos os músculos de seus braços,
costas e pernas, com o punho cerrado e dedos dos pés tensionados. "
Afinal o que pensa o Pensador?
Pensa! O pensamento tem poder. Mas não adianta só pensar. Você também tem que dizer! Diz! Porque as palavras têm poder. Mas não adianta só dizer. Você também tem que fazer! Faz! Porque você só vai saber se o final vai ser feliz depois que tudo acontecer.
Salve, meus irmãos africanos e lusitanos, do outro lado do oceano "O Atlântico é pequeno pra nos separar, porque o sangue é mais forte que a água do mar" Racismo, preconceito e discriminação em geral; É uma burrice coletiva sem explicação Afinal, que justificativa você me dá para um povo que precisa de união Mas demonstra claramente Infelizmente Preconceitos mil De naturezas diferentes Mostrando que essa gente Essa gente do Brasil é muito burra E não enxerga um palmo à sua frente Porque se fosse inteligente esse povo já teria agido de forma mais consciente Eliminando da mente todo o preconceito E não agindo com a burrice estampada no peito A "elite" que devia dar um bom exemplo É a primeira a demonstrar esse tipo de sentimento Num complexo de superioridade infantil Ou justificando um sistema de relação servil E o povão vai como um bundão na onda do racismo e da discriminação Não tem a união e não vê a solução da questão Que por incrível que pareça está em nossas mãos Só precisamos de uma reformulação geral Uma espécie de lavagem cerebral
Racismo é burrice
Não seja um imbecil Não seja um ignorante Não se importe com a origem ou a cor do seu semelhante O quê que importa se ele é nordestino e você não? O quê que importa se ele é preto e você é branco Aliás, branco no Brasil é difícil, porque no Brasil somos todos mestiços Se você discorda, então olhe para trás Olhe a nossa história Os nossos ancestrais O Brasil colonial não era igual a Portugal A raiz do meu país era multirracial Tinha índio, branco, amarelo, preto Nascemos da mistura, então por que o preconceito? Barrigas cresceram O tempo passou Nasceram os brasileiros, cada um com a sua cor Uns com a pele clara, outros mais escura Mas todos viemos da mesma mistura Então presta atenção nessa sua babaquice Pois como eu já disse racismo é burrice Dê a ignorância um ponto final: Faça uma lavagem cerebral
Racismo é burrice
Negro e nordestino constróem seu chão Trabalhador da construção civil conhecido como peão No Brasil, o mesmo negro que constrói o seu apartamento ou o que lava o chão de uma delegacia É revistado e humilhado por um guarda nojento Que ainda recebe o salário e o pão de cada dia graças ao negro, ao nordestino e a todos nós Pagamos homens que pensam que ser humilhado não dói O preconceito é uma coisa sem sentido Tire a burrice do peito e me dê ouvidos Me responda se você discriminaria O Juiz Lalau ou o PC Farias Não, você não faria isso não Você aprendeu que preto é ladrão Muitos negros roubam, mas muitos são roubados E cuidado com esse branco aí parado do seu lado Porque se ele passa fome Sabe como é: Ele rouba e mata um homem Seja você ou seja o Pelé Você e o Pelé morreriam igual Então que morra o preconceito e viva a união racial Quero ver essa música você aprender e fazer A lavagem cerebral
Racismo é burrice
O racismo é burrice mas o mais burro não é o racista É o que pensa que o racismo não existe O pior cego é o que não quer ver E o racismo está dentro de você Porque o racista na verdade é um tremendo babaca Que assimila os preconceitos porque tem cabeça fraca E desde sempre não pára pra pensar Nos conceitos que a sociedade insiste em lhe ensinar E de pai pra filho o racismo passa Em forma de piadas que teriam bem mais graça Se não fossem o retrato da nossa ignorância Transmitindo a discriminação desde a infância E o que as crianças aprendem brincando É nada mais nada menos do que a estupidez se propagando Nenhum tipo de racismo - eu digo nenhum tipo de racismo - se justifica Ninguém explica Precisamos da lavagem cerebral pra acabar com esse lixo que é uma herança cultural Todo mundo que é racista não sabe a razão Então eu digo meu irmão Seja do povão ou da "elite" Não participe Pois como eu já disse racismo é burrice Como eu já disse racismo é burrice
Racismo é burrice
E se você é mais um burro, não me leve a mal É hora de fazer uma lavagem cerebral Mas isso é compromisso seu Eu nem vou me meter Quem vai lavar a sua mente não sou eu É você.