VER & SABER


Caminho das Pedras: A vida adulta das HQs

 

 

26/10/2004 - 03h06

Waldomiro Vergueiro

especial para a Folha de S.Paulo

 

 

Surgidas como produto de massa no final do século 19, as histórias em quadrinhos marcaram o século 20 por suas cenas hilariantes, suas imagens multicoloridas, suas aventuras rocambolescas e seus heróis espalhafatosos. Fascinaram gerações, que as acompanharam pelos jornais, ultrapassaram os limites do mercado norte-americano e conquistaram o mundo, gerando indústrias autóctones, numa incontável variedade de títulos e gêneros.

  

Resistiram aos novos meios de comunicação, utilizando a indústria em seu benefício: viraram filmes, desenhos animados, programas de rádio, jogos de videogame, RPGs, romances, brinquedos etc. Aos poucos, deixaram o mundo do entretenimento e invadiram as escolas, driblando preconceitos de pais e educadores. Hoje, com a internet e os meios de comunicação eletrônica, tentam se adaptar a uma situação ainda indefinida. Conseguirão as HQs sobreviver?

 

A resposta está ligada a uma das razões do sucesso comercial dos quadrinhos -a comunicação pela imagem desenhada, aspecto presente na história do homem desde as pinturas rupestres. Com o aparecimento da escrita e o posterior advento da imprensa, a imagem desenhada tornou-se uma das formas mais difundidas de comunicação popular, em jornais, folhetos e painéis ilustrados. Virou uma panacéia ilustrada que tanto dava asas ao imaginário coletivo como expressava descontentamento com a estrutura social e política dominante.

 

Os quadrinhos tiveram seu berço na caricatura, na sátira política e na crítica de costumes, pela consagração de artistas do porte de Gustave Doré, William Hogarth e Ângelo Agostini, e beberam na fonte da literatura infantil ilustrada, na qual pontificaram Wilhelm Busch, Rudolph Töpfer e Georges Colomb (Christophe).

 

Estabelecidas como linguagem pela contribuição do humor gráfico e da ilustração infantil, as HQs foram transformadas pelos norte-americanos em produto de massa. Foram chamadas inicialmente de "funnies", depois de "comics" e, por fim, de "comic books". Essas últimas denominações ainda predominam em inglês, embora a temática humorística já não represente com exclusividade o meio.

 

As revistas popularizaram ainda mais as HQs, mas também as marcaram como linguagem para crianças. Nelas surgiram os super-heróis, verdadeiros mitos modernos, que disseminaram a ideologia americana. Após a Segunda Guerra Mundial, os quadrinhos incorporaram novos gêneros, numa constante escalada de popularidade. Mas, com os novos gêneros, veio a execração pública, com a acusação de perverterem os adolescentes e de conduzirem seus leitores à preguiça mental.

 

As campanhas difamatórias e o aparecimento de um pujante meio de comunicação de massa, a televisão, trouxeram aos quadrinhos momentos de dificuldade, superados por autores e editores em cinco décadas de luta. As lojas especializadas, que se multiplicaram no final dos anos 70, trouxeram alento para a área, mas não colaboraram para a renovação de leitores. Enquanto isso, as "graphic novels" buscaram um público adulto, tendência explorada por fanzines e revistas alternativas.

 

Os quadrinhos iniciam o século 21 em busca de amadurecimento, de legitimação como linguagem artística e de ampliação de seu público para camadas mais eruditas. Ao mesmo tempo, a comunicação eletrônica levou os quadrinhos a recorrer a uma linguagem híbrida, em que elementos tradicionais da linguagem gráfica seqüencial convivem com contribuições oriundas da informática, da animação e do cinema.

 

Waldomiro Vergueiro, 48, é professor da disciplina "Oficina de leitura crítica de HQs", da ECA-USP. Organizou "Como Usar as Histórias em Quadrinhos na Sala de Aula" (Contexto).

 



Categoria: ARTES
Escrito por profª Sheila Suzano às 21:07
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Conexões transdisciplinares

Conexões transdisciplinares são veredas para travessias e travessuras com outros saberes como a ecologia, a política, a ciência a tecnologia, a mídia, as relações sociais, a ética, entre tantas outras.



Categoria: PORTFOLIO
Escrito por profª Sheila Suzano às 18:07
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Vejo logo assisto.

Olá, amigos!

Sejam bem-vindos ao blog Ver & Saber.

"Eu vejo um novo começo de era

De gente fina, elegante e sincera

Com habilidade

Pra dizer mais sim do que não".



Escrito por profª Sheila Suzano às 12:28
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Mãos a obra e olho vivo!

            No curso presencial Tecnologias Integradas na Ação Pedagógica do NTERJ13-RioIII. Os estudos sobre as Mídias na Educação evideciaram a necessidade de se trabalhar os conteúdos visuais que nos cercam.

"A integração entre tecnologias, linguagens e representações tem papel preponderante na formação de pessoas melhor qualificadas para o convívio e a atuação na sociedade, conscientes de seus compromissos para com as transformações de seu contexto, a valorização humana e a expressão da criatividade."

(Maria Elizabeth Bianconcini de Almeida)

           O mundo contemporâneo é o mundo das imagens. Ícones, pictogramas, símbolos, logomarcas, fotos, vídeos, slides, gifs e avatares povoam o nosso dia-a-dia. O avanço tecnológico tem solicitado cada vez mais o sentido da visão, com seus velozes meios de comunicação.

Se a Idade Média foi chamada de “Idade das Trevas” devido ao seu obscurantismo. No século XIX vivemos o oposto, podemos dizer que estamos na “Idade Mídia”. Onde telas luminosas nos bombardeiam diariamente com imagens a 36 frames (quadros) por segundo. As imagens possuem um poder de comunicação quase imediato de forte apelo emocional e sensorial.

Quem nunca ouviu esta velha frase?

"Uma imagem vale mais do que mil palavras."

Hoje mais do de que nunca esta máxima  pode ser aplicada às mídias impressas e eletrônicas. Mas que palavras seriam estas? Quais as mensagens por trás das imagens?

            Para o pintor moderno Paul Klee A arte não reproduz o que vemos. Ela nos faz ver”.

           Desenvolver uma atitude ativa e criativa na Educação é o que pretende o projeto Ver & Saber  com o uso das TICs (Tecnologias de Informação e Comunicação).


AVATAR - Pessoas se convertem em personagens virtuais

OBSCURANTISMO - Doutrina dos que se opõem ao progresso material e intelectual.



Categoria: PORTFOLIO
Escrito por profª Sheila Suzano às 20:58
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Projeto

 

 

 

Ver & Saber

As mensagens por trás das imagens

 

Delimitação

Área de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias.

 

Disciplinas

  • Artes
  • Língua Portuguesa
  • Língua estrangeira Moderna
  • Educação Física
  • Informática

Unidades

  • Cultura Visual;
  • Cultura verbal e Artes Literárias;
  • Cultura e Movimento Corporal;
  • Cibercultura

Conteúdos

As diferentes linguagens: informática, corporal, sonora, visuais, verbal (oral e escrita) que articuladas, dão suporte à criação e decodificação de mensagens audiovisuais;

Objetivo Geral

Desenvolver o olhar crítico do estudante para analisar as imagens produzidas ao longo da história da cultura visual. Tornando-os aptos a dialogar com as linguagens visuais tanto do ponto de vista do consumidor quanto do produtor de imagens.

 

Objetivos específicos

·         Pesquisar imagens pertencentes a história da arte, publicidade, cinema, fotografia, artes gráficas e computação gráfica.

·         Contextualizar no tempo e no espaço as imagens que serão trabalhadas no projeto;

·         Conhecer os diferentes modos de ver e analisar as imagens (teoria da percepção,Gestalt, leitura iconográfica e iconológica, etc)

·         Aprofundar os saberes multidisciplinares que estarão contidos nas Artes visuais e nas mídias impressas e digitais;

·         Aprender a utilizar softwares como o BROffice, movie maker, gimp, paint, etc.

·         Produzir videoclips utilizando os diversos recursos tecnológicos disponíveis;

 

Local

Colégio Estadual André Maurois, Leblon, RJ.

 

Público Alvo

Jovens com idades entre 15 a 18 anos, procedentes das comunidades próximas (Rocinha, Vidigal, Cruzada São Sebastião, Mangueira, Cidade de Deus).

 

Equipe realizadora

Os professores das disciplinas envolvidas;

O dinamizador tecnológico;

O supervisor técnico do Laboratório de Informática.

Alunos monitores

 

Cronograma

Duração: todo o ano letivo de 2008.

 

 

 



Categoria: PORTFOLIO
Escrito por profª Sheila Suzano às 19:46
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"A arte não reproduz o que vemos. Ela nos faz ver." Paul Klee



Categoria: VER
Escrito por profª Sheila Suzano às 19:41
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Os três grandes livros

 

"As grandes nações escrevem sua autobiografia em três volumes:

O livro das ações,

O livro de suas palavras

E o livro de sua arte.

Nenhum desses três livros pode ser compreendido

Sem que se tenha lido os outros dois.

Mas desses três, o único que se pode confiar é o último."

 John Ruskin 

(1819 - 1900) crítico de arte e crítico social británico. Foi também poeta e desenhista. 



Categoria: PORTFOLIO
Escrito por profª Sheila Suzano às 19:33
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Programa

Decodificando imagens na Idade Mídia.

 

Itens de estudo e conteúdos

 

1- Análise da forma e conteúdo:

 

•    Elementos da visualidade (ponto, linha, forma, espaço, volume, textura, cor – natureza e efeitos) e a relação entre eles (composição, repetição, ritmo, variação, contrastes, harmonia, tensão).

 

•    Temática (figurativo, não figurativo, abstrato, descritivo, naturalistas, subjetividade, relação com a memória, outros).

 

2- Análise das linguagens:

 

•    Desenho, Dança, poesia concreta, pintura, escultura, gravura, design, instalação, fotografia, história em quadrinhos, cartum, charge, publicidade, graffiti, vídeo-game, vídeo clip, cinema, site, blog, moda, novela, outros.

 

3- Análise da materialidade:

 

•    Suportes, ferramentas, matérias, procedimentos técnicos, recursos tecnológicos.

 

4- Contextualização

 

•    Saberes estéticos e culturais – História da Arte, Sociologia da Arte, Cultura Popular, autoria, outros.

 

5- Conexões transdisciplinares – com outras áreas do saber.

 

•    Rede de conhecimentos que entrelaça as disciplinas.

 

6- Processo de criação – O objetivo do material veiculado.

 

•Objetivo do material – o que se quer alcançar – qual o resultado esperado.

 

• Destinatário – público alvo/clientela.

 

•Quais vozes estão expressas – intertextos.

 

•Formas de circulação – mídias.

 

•Definição do conteúdo – conceitos representados, ideologia e valores.

 

OBS.: Os tópicos enumerados são aplicáveis à análise de qualquer tipo de imagem, artística ou não.



Categoria: PORTFOLIO
Escrito por profª Sheila Suzano às 19:23
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FILMES para VER & SABER

"JANELA DA ALMA"

SINOPSE: O documentário mostra dezenove pessoas com diferentes graus de deficiência visual, da miopia discreta à cegueira total, que falam como vêem, como vêem os outros e como percebem o mundo.
O escritor e Prêmio Nobel de Literatura José Saramago, o músico Hermeto Pascoal, o cineasta Wim Wenders, o fotógrafo cego franco-esloveno Eugen Bavcar, o neurologista Oliver Sacks, a atriz Marieta Severo, o vereador cego Arnaldo Godoy, entre outros, fazem revelações sobre a personalidade, o significado de ver ou não ver em um mundo saturado de imagens e também a importância das emoções como elemento transformador da realidade, se é que ela é a mesma para todos.

"O SORRISO DE MONA LISA"

SINOPSE: Filme norte-americano feito em 2003, com a duração de 117 minutos, recria a atmosfera e os costumes do início da década de 50. Conta a história de uma professora de arte que, educada na liberal Universidade Berkeley, na Califórnia, enfrenta uma escola feminina, tradicionalista – Wellesley College, onde as melhores e mais brilhantes jovens mulheres dos Estados Unidos recebem uma dispendiosa educação para se transformarem em cultas esposas e responsáveis mães. No filme, a professora irá tentar abrir a mente de suas alunas para um pensamento liberal, enfrentando a administração da escola e as próprias garotas.
Dicas de como trabalhar este filme na sala de aula no site
http://neteducacao.globo.com/site/usenet/sorrisoMonaLisa_new.jsp

"O CÓDIGO DA VINCI"

SINOPSE:  Um professor da Universidade de Harvard, Robert Langdon (Tom Hanks) viaja para Paris a negócios. Especialista em simbolismo, recebe uma ligação no meio da noite sobre o assassinato do curador do Museu do Louvre. As pistas para o crime parecem estar escondidas no quadro Monalisa, de Leonardo Da Vinci. Com a ajuda da criptógrafa francesa Sophie Neveu, descobre que o curador estava envolvido em uma misteriosa sociedade secreta. Os dois percorrem a Europa em busca da solução para esse misterioso caso.

'SONHOS" (Dreams)

SINOPSE: "Eu acredito que os sonhos sejam aqueles desejos desesperados do homem, que transborda e aparecem em seu sono, e contudo apresentam sentimentos tão vivos que parecem experiências reais." Assim o diretor Akira Kurosawa resume a importância que esse filme tem para ele. São oito episódios diferentes onde ele toca nossos sentimentos mais profundos, construindo com delicadeza e precisão sua poesia cinematográfica. "Sonhos" (119 min) não é um simples filme para ser visto. É uma obra de arte que precisa  ser contemplada.

Obs.: Veja trechos de "Sonhos" neste blog.



Categoria: VER
Escrito por profª Sheila Suzano às 19:15
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Categoria: ARTES
Escrito por profª Sheila Suzano às 18:54
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Descubra outras maneiras de ser criativo com jornal

Descubra outras maneiras de ser criativo com jornal.

 



Categoria: FAZER
Escrito por profª Sheila Suzano às 18:46
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A TV e quem faz TV

Marcia Stein

Gerente de Educação da TVE Rede Brasil 

 

 

     Assistir TV é bom? Faz bem? - é a pergunta que freqüenta debates entre pais, educadores, sociólogos, antropólogos, enfim, gente que se preocupa com causas que dizem respeito ao coletivo.

 

     Questões como a banalização da violência e da sexualidade pesam contra o veículo. Questões como a agilidade e o alcance da circulação de informações que o veículo proporciona pesam a favor. Essa balança de prós e contras costuma nortear infinitas discussões sobre a Questão da Mídia de Massa.

 

     Prefiro, eu, deste lugar de educadora atuante nos dois lados dessa história - dentro de uma TV pública e dentro de uma escola -, escolher outro enfoque para a discussão: vamos falar um pouco de responsabilidades.

 

     Até porque, antes de se adotar uma postura radical de ataque ou defesa, é preciso ter claro que a TV, em si, não é boa ou má: é um canal, um meio, um instrumento utilizado por pessoas - de um lado, os produtores, de outro, os espectadores.

 

     A qualidade da programação da TV depende dos indivíduos, dos grupos, das instituições responsáveis pela produção do material veiculado. E a qualidade da recepção desta programação depende do que nós, espectadores, fazemos com aquilo que a TV oferece; da forma como nos colocamos diante do veículo, das escolhas que fazemos, do que escolhemos ver e do que escolhemos não ver... Depende do tipo de espectador que escolhemos ser.

 

     No caso das crianças, estamos falando de espectadores em formação. Estamos falando de cidadãos em formação. E nesse caso é preciso, mais que nunca, falar de responsabilidades. Para que a criança possa tirar o melhor proveito da TV, é preciso que ela seja estimulada a se colocar ativamente com relação ao que assiste. Estimulada pela família, pelo ambiente em volta, pela escola...

 

     É importante que ela cresça entendendo a TV como mais uma janela privilegiada, que coloca o mundo ao nosso alcance, mas... uma janela que traz informação demais, deixando nas mãos do espectador a tarefa de selecionar, criticamente, dentre todo esse material, o que lhe interessa e então dele se apropriar com autonomia, convertendo-o em conhecimento.

 

     É importante que ela cresça entendendo que o que a TV mostra não é a realidade, mas, sim, um modo de vê-la, um ponto de vista, entre muitos outros possíveis.

 

     É importante, enfim, que os adultos responsáveis pela formação destes jovens cidadãos se comprometam, efetivamente, com este desafio. Vejamos alguns modos de se comprometer, em cada uma das instâncias:

 

     A família pode ajudar a formar espectadores críticos discutindo a programação, questionando o que a criança assiste - de forma construtiva e respeitosa, sem desmerecer gratuitamente suas escolhas -, estimulando sua curiosidade, desafiando-a a usar o que viu criativamente, instigando-a a recriar histórias, a brincar com o que viu, a ir além da TV. Os pais podem fazer perguntas sobre os programas, as crianças.

 

     A escola pode ajudar a formar espectadores qualificados, desvendando em sala os elementos que estruturam a linguagem da TV, propondo aos alunos atividades (ver dicas) em que eles se expressem por meio da linguagem audiovisual. Essa experiência os leva a fazer escolhas, e a entender que quem faz TV faz escolhas o tempo todo - o que mostrar, como mostrar - e ajuda a criar um olhar mais crítico com relação ao que vemos.

 

     A sociedade pode ajudar na construção de uma TV mais cidadã, mais comprometida com princípios éticos e democráticos, se colocando de forma mais política, organizando-se para fazer valer seu direito de cobrar das emissoras públicas e comerciais que elas pensem o espectador menos como consumidor e mais como cidadão.

 

     Portanto, quando me perguntam se acho que TV é bom, se faz bem, prefiro responder que depende de quem faz a TV - ou seja, depende de todos nós.



Categoria: SABER
Escrito por profª Sheila Suzano às 18:05
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TV-Atividades para pais e educadores

 

 Marcia Stein

Gerente de Educação da TVE Rede Brasil

 

 Análise comparativa

 

     Comparar, com os jovens, diferentes telejornais ou jornais impressos, mostrando como os programas jornalísticos, que a princípio parecem neutros, são carregados de intencionalidade e como todos os elementos narrativos mostram isso: na TV, os enquadramentos, o tempo dedicado a cada notícia, o texto, o visual e o tom dos apresentadores, os editoriais, a atitude dos repórteres nas matérias de rua; nos impressos, diagramação, posicionamento das notícias e das imagens na página e, em ambos os casos, escolha dos destaques.

 

 Produção de Textos

 

     Depois de assistir a programas de diferentes gêneros (novela, animação, documentário, filme de ficção, propaganda etc.), escolher um tema e sugerir a produção (se possível em grupos) de textos ou cenas sobre o mesmo tema, mas cada grupo buscando a linguagem de um gênero. Por exemplo, se o tema escolhido for um encontro entre duas pessoas que não se viam há muito tempo, um grupo pode criar uma cena de novela sobre o assunto, outro, uma notícia, outro, uma peça publicitária etc.).

 

 Esculturas com sucatas e desenho de perspectiva

 

     Pode-se criar uma "câmera" de TV com rolos de papel de sucata, buscando diferentes enquadramentos. Pode-se também propor desenhar algo ou alguém (um copo, um brinquedo ou mesmo um colega) a partir de diferentes pontos de vista (de perto e de longe, de cima, de baixo e de lado, de frente e de costas), mostrando que a perspectiva altera nossa percepção. É importante mostrar como isso acontece o tempo todo na tv, que cada enquadramento é um modo de mostrar a realidade, que tanto revela quanto oculta aspectos desta realidade.

 

Fotonovela e Quadrinhos 

 

     Após assistir a um filme, sugerir que os jovens recriem a história em outra linguagem, como, por exemplo, a das histórias em quadrinhos. Mas é importante desenvolver, antes, uma discussão sobre os elementos narrativos de cada suporte: no filme, usou-se cor, movimento, enquadramentos, som, etc. E nos quadrinhos, o que usaremos? Se não temos o som de forma direta, como vamos representá-lo? E o movimento? De que forma podemos explorar melhor o formato dos quadros, dos balões, das letras, os enquadramentos?

 

     Os pais podem fazer perguntas e questionamentos sobre o enredo ou personagens dos programas a que seus filhos costumar assistir, levando-os a pensar sobre o que vêem e ouvem. Os jovenss adoram mostrar seus conhecimentos dessa forma, e, mais ainda, adoram perceber o interesse dos adultos sobre o que lhes interessa.

 

 



Categoria: FAZER
Escrito por profª Sheila Suzano às 18:02
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"SONHOS" (Dreams) de Akira Kurosawa 1ª Parte



Categoria: VER
Escrito por profª Sheila Suzano às 17:45
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"SONHOS" (Dreams) de Akira Kurosawa 2ª Parte



Categoria: VER
Escrito por profª Sheila Suzano às 17:43
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