VER & SABER


 
 

O mito grego de Museu

 

Museion era filho de Orfeu, (poeta e músico grego das divindades) e seu nome foi inspirado no templo das musas, filhas de Mnemosine (memória) 5 e Zeus (poder).



Orfeu foi o protótipo do poeta que, com sua lira encantada, conseguia amansar os animais; desceu ao inferno (em grego inferos, a parte inferior) para resgatar Eurídice, sua amada, e comoveu Perséfone, a deusa do inferno, a ponto de deixar Eurídice sair. Só que Orfeu não resistiu à curiosidade, mesmo tendo sido avisado pela deusa e olhou para trás. Com isso, Eurídice se transformou em uma estátua de sal.



No final de sua vida Orfeu foi esfacelado pelas Eríneas (ou Fúrias) e espalhado, através de um sopro, pelo mundo e pelas coisas.
Coube a Museu, seu filho, a tarefa de recolher a obra de seu pai, de não deixar a obra de Orfeu permanecer em pedaços, resultado de uma história de amor e castigo vivida pelo poeta.


Museu se depara com a inteligência, dispersa como um quebra-cabeças que precisa ser juntado e ordenado de tal maneira que registrasse a história de seu pai e Eurídice. Podemos intuir que essa sua tarefa foi das mais difíceis. Precisou trabalhar a diversidade das coisas para reconstruir a identidade original de Orfeu.


Finalmente, Museu recopila, reordena e recupera a poesia espalhada nas coisas, isto é, a matriz da ação (poética) em cada coisa ou ainda o que determina o modo de ação de cada coisa no mundo.



4 Fonte: Vilmar Carvalho “Museu, história e educaçãohttp://br.geocities.com/vilmarcarvalho4/museu_texto.htm



5 Museu tem relação direta com “memória”. Memória é a capacidade humana de reter fatos e experiências do passado e retransmití-los às novas gerações através de diferentes suportes empíricos (voz, música, imagem, textos, etc.)..

Existe uma memória individual que é aquela guardada por um indivíduo e se refere as suas próprias vivências e experiências, mas que contém também aspectos da memória do grupo social onde ele se formou, isto é, onde esse indivíduo foi socializado.


Há também aquilo que denominamos de memória coletiva que é aquela formada pelos fatos e aspectos julgados relevantes e que são guardados como memória oficial da sociedade mais ampla. Ela geralmente se expressa naquilo que chamamos de lugares da memória que são os monumentos, hinos oficiais, quadros e obras literárias e artísticas que expressam a versão consolidada de um passado coletivo de uma dada sociedade.




Categoria: SABER
Escrito por profª Sheila Suzano às 01:11
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Quem eram as Musas?

 


As Musas, filhas de Zeus e Mnemose (a Memória), protegiam as Artes, as Ciências e as Letras. Contam-se, geralmente, nove: Calíope (poesia heróica e oratória), Clio (história),Euterpe (música), Melpómene (tragédia), Talia (comédia), Terpsícore (dança), Erato (poesia lírica), Polímnia (elegia) e Urânia (astronomia).


Nasceram no cume do Monte Piero e moraram, sucessivamente, no Parnaso, na Tessalia e na Beócia. O cavalo Pégaso servia-lhes de cavalgadura. Zeus chamava-as frequentemente para que, a seu lado, no Olimpo, cantassem as maravilhas da natureza, alegrando a morada celestial.


Um dia, vogando pelos campos, afastaram-se em demasia das suas moradas e foram surpreendidas por uma tempestade que as obrigou a procurar refúgio.




Pireneu, rei da Fócida, encontrou-as e ofereceu-lhes abrigo no seu Palácio. As Musas aceitaram, agradecidas, mas mal passaram o umbral da régia mansão, as portas fecharam-se sobre si mesmas e tornaram-se escravas do tirano.



Pireneu julgava-se já amo e senhor de tão rica presa, tendo mesmo escolhido quem seria a sua primeira vítima, quando, revestindo-se subitamente de asas, as nove irmãs levantaram voo e fugiram com a leveza dos pássaros. Pireneu, pretendendo alcançá-las, sobe ao andar superior do seu palácio, lança-se em sua perseguição mas cai e morre.


A arte representa as Musas sob a forma de jovens cobertas de longas túnicas; usam, às vezes, plumas na cabeça, como recordação da vitória obtida contra as sereias, mulheres-pássaros. As Musas foram sendo, pouco a pouco, caracterizadas por atributos especiais, e a arte reservou a cada uma delas um papel particular.

Calíope patrocinava a poesia heróica, sendo representada, por vezes, com uma coroa de louro (o prémio dos heróis). Numa das mãos ostenta uma trombeta ou um estilete e mostra as poesias épicas: a Ilíada e a Odisseia.


Clio presidia à História. Era também musa dos heróis, sendo a sua principal ocupação manter viva a recordação dos grandes actos e triunfos. Geralmente é representada com um livro aberto na mão esquerda ou com um rolo de papiro e uma clepsidra.


Melpómene inspirava a Tragédia. Aparece vestida de forma rica e de olhar severo, com uma mão empunha um ceptro, uma máscara ou um punhal ensanguentado.


Talia, musa da Comédia, traz na mão uma máscara cómica. Tem um aspecto vivo e um olhar irónico. uma coroa de pedra - símbolo da eternidade - circunda a sua cabeça.



Euterpe, nome que significa génio agradável, era a Musa da Música. Costuma ser representada com coroas de flores e tocando uma harpa ou flauta dupla.


Terpsícore dirige a dança. O seu ar jovial, a sua atitude ligeira, algumas grinaldas de flores e uma lira são as suas características.
Erato inspirava a poesia lírica. É representada coroada de mirtilo e rosas, com uma cítara e uma flecha.

Polímnia patrocinava o canto e a retórica. Representavam-na vestida de branco, em pose de pensamento. Na mão, por vezes, sustem um ceptro ou umas correntes como símbolo do poder que exerce a eloquência.



Urânia, Musa da Astronomia, é representada com um globo terrestre na mão esquerda e uma cornucópia na mão direita. As estrelas formam a sua coroa. Aos seus pés vislumbram-se dois cavalos da carruagem de fogo do Sol.


Adaptado de Jean HUMBERT Mitologia Grega e Romana

 

 



Categoria: SABER
Escrito por profª Sheila Suzano às 01:01
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O olho de Hórus

 

Hieroglifo: Olho de Hórus





Olho de Hórus ou 'Udyat' é um símbolo, proveniente do Egito Antigo, que significa proteção e poder, relacionado à divindade Hórus. Era um dos mais poderosos e mais usados amuletos no Egito em todas as épocas.

Segundo uma lenda, o olho esquerdo de Hórus simbolizava a Lua e o direito, o Sol. Durante a luta, o deus Set arrancou o olho esquerdo de Hórus, o qual foi substituído por este amuleto, que não lhe dava visão total, colocando então também uma serpente sobre sua cabeça. Depois da sua recuperação, Horus pôde organizar novos combates que o levaram à vitória decisiva sobre Set. Era a união do olho humano com a vista do falcão, animal associado ao deus Hórus. Era usado, em vida, para afugentar o mau-olhado e, após a morte, contra o infortúnio do Além.

O Olho de Hórus e a serpente simbolizavam poder real tanto que os faraós passaram a maquiar seus olhos como o Olho de Hórus e a usarem serpentes esculpidas na coroa. Os antigos acreditavam que este símbolo de indestrutibilidade poderia auxiliar no renascimento, em virtude de suas crenças sobre a alma. Este símbolo aparece no reverso do Grande selo dos Estados Unidos da América,sendo também um símbolo frequentemente usado e relacionado a Maçonaria.
O Olho Direito de Hórus representa a informação concreta, factual, controlada pelo hemisfério cerebral esquerdo. Ele lida com as palavras, letras, e os números, e com coisas que são descritíveis em termos de frases ou pensamentos completos. Ele aborda o universo de um modo masculino.

O Olho Esquerdo de Hórus representa a informação estética abstrata, controlada pelo hemisfério direito do cérebro. Lida com pensamentos e sentimentos e é responsável pela intuição. Ele aborda o universo de um modo feminino. Nós usamos o Olho Esquerdo, de orientação feminina, o lado direto do cérebro, para os sentimentos e a intuição.
Hoje em dia, o Olho de Horus adquiriu também outro significado e é usado para evitar o mal e espantar inveja (mau-olhado), mas continua com a idéia de trazer proteção, vigor e saúde.
Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.

 



Categoria: SABER
Escrito por profª Sheila Suzano às 00:48
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Arte ou ilusão

 


ARTE: ILUSÃO OU REALIDADE?



Texto de Tania Regina Rossetto
Popularmente dizemos e ouvimos dizer que "nessa vida tudo é ilusão". Mas, para concordar ou discordar é preciso refletir sobre o que significa realidade e ilusão. O que é ilusório? O que é real? A arte representa a realidade por meio da ilusão? Ou é a realidade que expressa ilusão?

Por detrás das câmeras



Provavelmente você já deve ter assistido ou ouvido alguém falar de Matrix, o filme. Matrix, principalmente em razão de seus efeitos especiais, é considerado um marco na história do cinema.
A saga contida em Matrix é dividida em três filmes – a "trilogia Matrix" – e levanta dúvidas cruciais sobre a vida humana: o que vemos é real? E nós, somos reais ou não passamos de uma ilusão?
Tudo começa como no livro infantil de Lewis Carroll: Alice no País das Maravilhas, (seria muito interessante ler o livro). Neo, personagem principal do filme Matrix, segue o coelho branco e precisa fazer uma escolha entre a pílula vermelha que revela toda a realidade, ou a pílula azul que deixa tudo como está. Toda a realidade e toda a ilusão são reveladas a partir dessa escolha, e Neo é levado a saber até onde vai a toca do coelho de Alice.
A partir da escolha que faz (saber toda a verdade) Neo passa a ser o "escolhido", uma analogia ao "Messias" que irá salvar a humanidade do domínio das máquinas, o único que pode vencer o mal estabelecido pelo próprio homem.
Os personagens sobem pelas paredes, pulam de um prédio a outro, participam de lutas alucinantes, desviam de balas disparadas à queima roupa, morrem, mas, vencem a própria morte. Acima de tudo, o filme deixa claro, a todo o momento, a importância de um sentimento do qual as máquinas são desprovidas: o amor.
O filme Matrix apresenta uma história, contada em uma linguagem contemporânea, que nos faz pensar sobre o que é realidade e ilusão. Podemos comparar a mensagem do filme com a Alegoria da Caverna de Platão, filósofo grego do século IV a.C. (428-427 a.C. – 348-347 a.C.).

Conheça alguns fragmentos da Alegoria da Caverna de Platão, República, Livro VII, 514ª-517c
(...)
Suponhamos alguns homens numa habitação subterrânea em forma de caverna, com uma entrada aberta para a luz... Estão lá dentro desde a infância, algemados de pernas e pescoços... há um caminho ascendente, ao longo do qual se construiu um pequeno muro...
(...)
Visiona também ao longo deste muro, homens que transportam toda espécie de objectos, que o ultrapassam: estatuetas de homens e animais, de pedra e de madeira... como é natural, dos que os transportam, uns falam, outros seguem calados.
(...)
Então, se eles fossem capazes de conversar uns com os outros, não te parece que eles julgariam estar a nomear objectos reais, quando designavam o que viam?
(...)
De qualquer modo – afirmei – pessoas nessas condições não pensavam que a realidade fosse senão a sombra dos objectos.
(...)
... o que aconteceria se eles fossem soltos das cadeias e curados da sua ignorância, a ver se, regressados à sua natureza, as coisas se passavam deste modo. Logo que alguém soltasse um deles, e o forçasse endireitar-se de repente, a voltar o pescoço, a andar e a olhar para a luz, ao fazer tudo isso, sentiria dor, e o deslumbramento impedi-lo-ia de fixar os objectos cujas sombras via outrora.
(...)
... se alguém o forçasse olhar para a própria luz, doer-lhe-iam os olhos e voltar-se-ia, para buscar refúgio junto aos objectos para os quais podia olhar, e julgaria ainda que estes eram na verdade mais nítidos do que os que lhes mostravam?
(...)
Precisava de se habituar, julgo eu, se quisesse ver o mundo superior. Em primeiro lugar, olharia mais facilmente para as sombras, depois disso, para as imagens dos homens e dos outros objectos, reflectidas na água, e, por último, para os próprios objectos. A partir de então seria capaz de contemplar o que há no céu, e o próprio céu, durante a noite, olhando para a luz das estrelas e da Lua, mais facilmente do que se fosse o Sol e seu brilho de dia.
(...)
Finalmente, julgo eu, seria capaz de olhar para o Sol e de o contemplar, não já a sua imagem na água ou em qualquer sítio, mas a ele mesmo, no seu lugar.
(...)
Quando ele se lembrasse da sua primitiva habitação, e do saber que já possuía, dos seus companheiros de prisão desse tempo, não crês que ele se regozijaria com a mudança e deploraria os outros?
(...)
E se lhe fosse necessário julgar aquelas sombras em competição com os que tinham estado sempre prisioneiros, no período em que ainda estava ofuscado, antes de adaptar a vista – e o tempo de se habituar não seria pouco – acaso não causaria o riso, e não diriam dele que, por ter subido ao mundo superior, estragara a vista, e que não valia a pena tentar a ascensão? E a quem tentasse soltá-los e conduzi-los até cima, se pudessem agarrá-lo e matá-lo.
(...)
Fontes de pesquisa:
1- Filme: Matrix, trilogia de Larry e Andy Wachowiski.
2- Revista Isto É nº 1753 – 07/05/2003, p. 80-81 (98 páginas) Reportagem: Reféns da Tecnologia. Darlene Mencione e Lia Vasconcelos, p. 80-85.

 



Categoria: SABER
Escrito por profª Sheila Suzano às 00:46
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A Verdade (Carlos Drummond de Andrade)

 


A Verdade
(Carlos Drummond de Andrade)
A porta da verdade estava aberta,
mas só deixava passar
meia pessoa de cada vez.

Assim não era possível atingir toda a verdade,
porque a meia pessoa que entrava
só trazia o perfil de meia verdade.
E a sua segunda metade
voltava igualmente com meio perfil.
E os meios perfis não coincidiam.

Arrebentaram a porta. Derrubaram a porta.
Chegaram ao lugar luminoso
onde a verdade esplendia seus fogos.
Era dividida em metades
diferentes uma da outra.

Chegou-se a discutir qual a metade mais bela.
Nenhuma das duas era totalmente bela.
E carecia optar. Cada um optou conforme
seu capricho, sua ilusão, sua miopia.

 



Categoria: ARTES
Escrito por profª Sheila Suzano às 00:43
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Teoria da cor-luz



Categoria: SABER
Escrito por profª Sheila Suzano às 22:00
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Como fazer um sousplat de Jornal

Veja no slide show abaixo:



Categoria: FAZER
Escrito por profª Sheila Suzano às 21:53
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