VER & SABER

SABER



 
 

O mito grego de Museu

 

Museion era filho de Orfeu, (poeta e músico grego das divindades) e seu nome foi inspirado no templo das musas, filhas de Mnemosine (memória) 5 e Zeus (poder).



Orfeu foi o protótipo do poeta que, com sua lira encantada, conseguia amansar os animais; desceu ao inferno (em grego inferos, a parte inferior) para resgatar Eurídice, sua amada, e comoveu Perséfone, a deusa do inferno, a ponto de deixar Eurídice sair. Só que Orfeu não resistiu à curiosidade, mesmo tendo sido avisado pela deusa e olhou para trás. Com isso, Eurídice se transformou em uma estátua de sal.



No final de sua vida Orfeu foi esfacelado pelas Eríneas (ou Fúrias) e espalhado, através de um sopro, pelo mundo e pelas coisas.
Coube a Museu, seu filho, a tarefa de recolher a obra de seu pai, de não deixar a obra de Orfeu permanecer em pedaços, resultado de uma história de amor e castigo vivida pelo poeta.


Museu se depara com a inteligência, dispersa como um quebra-cabeças que precisa ser juntado e ordenado de tal maneira que registrasse a história de seu pai e Eurídice. Podemos intuir que essa sua tarefa foi das mais difíceis. Precisou trabalhar a diversidade das coisas para reconstruir a identidade original de Orfeu.


Finalmente, Museu recopila, reordena e recupera a poesia espalhada nas coisas, isto é, a matriz da ação (poética) em cada coisa ou ainda o que determina o modo de ação de cada coisa no mundo.



4 Fonte: Vilmar Carvalho “Museu, história e educaçãohttp://br.geocities.com/vilmarcarvalho4/museu_texto.htm



5 Museu tem relação direta com “memória”. Memória é a capacidade humana de reter fatos e experiências do passado e retransmití-los às novas gerações através de diferentes suportes empíricos (voz, música, imagem, textos, etc.)..

Existe uma memória individual que é aquela guardada por um indivíduo e se refere as suas próprias vivências e experiências, mas que contém também aspectos da memória do grupo social onde ele se formou, isto é, onde esse indivíduo foi socializado.


Há também aquilo que denominamos de memória coletiva que é aquela formada pelos fatos e aspectos julgados relevantes e que são guardados como memória oficial da sociedade mais ampla. Ela geralmente se expressa naquilo que chamamos de lugares da memória que são os monumentos, hinos oficiais, quadros e obras literárias e artísticas que expressam a versão consolidada de um passado coletivo de uma dada sociedade.




Escrito por profª Sheila Suzano às 01:11
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Quem eram as Musas?

 


As Musas, filhas de Zeus e Mnemose (a Memória), protegiam as Artes, as Ciências e as Letras. Contam-se, geralmente, nove: Calíope (poesia heróica e oratória), Clio (história),Euterpe (música), Melpómene (tragédia), Talia (comédia), Terpsícore (dança), Erato (poesia lírica), Polímnia (elegia) e Urânia (astronomia).


Nasceram no cume do Monte Piero e moraram, sucessivamente, no Parnaso, na Tessalia e na Beócia. O cavalo Pégaso servia-lhes de cavalgadura. Zeus chamava-as frequentemente para que, a seu lado, no Olimpo, cantassem as maravilhas da natureza, alegrando a morada celestial.


Um dia, vogando pelos campos, afastaram-se em demasia das suas moradas e foram surpreendidas por uma tempestade que as obrigou a procurar refúgio.




Pireneu, rei da Fócida, encontrou-as e ofereceu-lhes abrigo no seu Palácio. As Musas aceitaram, agradecidas, mas mal passaram o umbral da régia mansão, as portas fecharam-se sobre si mesmas e tornaram-se escravas do tirano.



Pireneu julgava-se já amo e senhor de tão rica presa, tendo mesmo escolhido quem seria a sua primeira vítima, quando, revestindo-se subitamente de asas, as nove irmãs levantaram voo e fugiram com a leveza dos pássaros. Pireneu, pretendendo alcançá-las, sobe ao andar superior do seu palácio, lança-se em sua perseguição mas cai e morre.


A arte representa as Musas sob a forma de jovens cobertas de longas túnicas; usam, às vezes, plumas na cabeça, como recordação da vitória obtida contra as sereias, mulheres-pássaros. As Musas foram sendo, pouco a pouco, caracterizadas por atributos especiais, e a arte reservou a cada uma delas um papel particular.

Calíope patrocinava a poesia heróica, sendo representada, por vezes, com uma coroa de louro (o prémio dos heróis). Numa das mãos ostenta uma trombeta ou um estilete e mostra as poesias épicas: a Ilíada e a Odisseia.


Clio presidia à História. Era também musa dos heróis, sendo a sua principal ocupação manter viva a recordação dos grandes actos e triunfos. Geralmente é representada com um livro aberto na mão esquerda ou com um rolo de papiro e uma clepsidra.


Melpómene inspirava a Tragédia. Aparece vestida de forma rica e de olhar severo, com uma mão empunha um ceptro, uma máscara ou um punhal ensanguentado.


Talia, musa da Comédia, traz na mão uma máscara cómica. Tem um aspecto vivo e um olhar irónico. uma coroa de pedra - símbolo da eternidade - circunda a sua cabeça.



Euterpe, nome que significa génio agradável, era a Musa da Música. Costuma ser representada com coroas de flores e tocando uma harpa ou flauta dupla.


Terpsícore dirige a dança. O seu ar jovial, a sua atitude ligeira, algumas grinaldas de flores e uma lira são as suas características.
Erato inspirava a poesia lírica. É representada coroada de mirtilo e rosas, com uma cítara e uma flecha.

Polímnia patrocinava o canto e a retórica. Representavam-na vestida de branco, em pose de pensamento. Na mão, por vezes, sustem um ceptro ou umas correntes como símbolo do poder que exerce a eloquência.



Urânia, Musa da Astronomia, é representada com um globo terrestre na mão esquerda e uma cornucópia na mão direita. As estrelas formam a sua coroa. Aos seus pés vislumbram-se dois cavalos da carruagem de fogo do Sol.


Adaptado de Jean HUMBERT Mitologia Grega e Romana

 

 



Escrito por profª Sheila Suzano às 01:01
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O olho de Hórus

 

Hieroglifo: Olho de Hórus





Olho de Hórus ou 'Udyat' é um símbolo, proveniente do Egito Antigo, que significa proteção e poder, relacionado à divindade Hórus. Era um dos mais poderosos e mais usados amuletos no Egito em todas as épocas.

Segundo uma lenda, o olho esquerdo de Hórus simbolizava a Lua e o direito, o Sol. Durante a luta, o deus Set arrancou o olho esquerdo de Hórus, o qual foi substituído por este amuleto, que não lhe dava visão total, colocando então também uma serpente sobre sua cabeça. Depois da sua recuperação, Horus pôde organizar novos combates que o levaram à vitória decisiva sobre Set. Era a união do olho humano com a vista do falcão, animal associado ao deus Hórus. Era usado, em vida, para afugentar o mau-olhado e, após a morte, contra o infortúnio do Além.

O Olho de Hórus e a serpente simbolizavam poder real tanto que os faraós passaram a maquiar seus olhos como o Olho de Hórus e a usarem serpentes esculpidas na coroa. Os antigos acreditavam que este símbolo de indestrutibilidade poderia auxiliar no renascimento, em virtude de suas crenças sobre a alma. Este símbolo aparece no reverso do Grande selo dos Estados Unidos da América,sendo também um símbolo frequentemente usado e relacionado a Maçonaria.
O Olho Direito de Hórus representa a informação concreta, factual, controlada pelo hemisfério cerebral esquerdo. Ele lida com as palavras, letras, e os números, e com coisas que são descritíveis em termos de frases ou pensamentos completos. Ele aborda o universo de um modo masculino.

O Olho Esquerdo de Hórus representa a informação estética abstrata, controlada pelo hemisfério direito do cérebro. Lida com pensamentos e sentimentos e é responsável pela intuição. Ele aborda o universo de um modo feminino. Nós usamos o Olho Esquerdo, de orientação feminina, o lado direto do cérebro, para os sentimentos e a intuição.
Hoje em dia, o Olho de Horus adquiriu também outro significado e é usado para evitar o mal e espantar inveja (mau-olhado), mas continua com a idéia de trazer proteção, vigor e saúde.
Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.

 



Escrito por profª Sheila Suzano às 00:48
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Arte ou ilusão

 


ARTE: ILUSÃO OU REALIDADE?



Texto de Tania Regina Rossetto
Popularmente dizemos e ouvimos dizer que "nessa vida tudo é ilusão". Mas, para concordar ou discordar é preciso refletir sobre o que significa realidade e ilusão. O que é ilusório? O que é real? A arte representa a realidade por meio da ilusão? Ou é a realidade que expressa ilusão?

Por detrás das câmeras



Provavelmente você já deve ter assistido ou ouvido alguém falar de Matrix, o filme. Matrix, principalmente em razão de seus efeitos especiais, é considerado um marco na história do cinema.
A saga contida em Matrix é dividida em três filmes – a "trilogia Matrix" – e levanta dúvidas cruciais sobre a vida humana: o que vemos é real? E nós, somos reais ou não passamos de uma ilusão?
Tudo começa como no livro infantil de Lewis Carroll: Alice no País das Maravilhas, (seria muito interessante ler o livro). Neo, personagem principal do filme Matrix, segue o coelho branco e precisa fazer uma escolha entre a pílula vermelha que revela toda a realidade, ou a pílula azul que deixa tudo como está. Toda a realidade e toda a ilusão são reveladas a partir dessa escolha, e Neo é levado a saber até onde vai a toca do coelho de Alice.
A partir da escolha que faz (saber toda a verdade) Neo passa a ser o "escolhido", uma analogia ao "Messias" que irá salvar a humanidade do domínio das máquinas, o único que pode vencer o mal estabelecido pelo próprio homem.
Os personagens sobem pelas paredes, pulam de um prédio a outro, participam de lutas alucinantes, desviam de balas disparadas à queima roupa, morrem, mas, vencem a própria morte. Acima de tudo, o filme deixa claro, a todo o momento, a importância de um sentimento do qual as máquinas são desprovidas: o amor.
O filme Matrix apresenta uma história, contada em uma linguagem contemporânea, que nos faz pensar sobre o que é realidade e ilusão. Podemos comparar a mensagem do filme com a Alegoria da Caverna de Platão, filósofo grego do século IV a.C. (428-427 a.C. – 348-347 a.C.).

Conheça alguns fragmentos da Alegoria da Caverna de Platão, República, Livro VII, 514ª-517c
(...)
Suponhamos alguns homens numa habitação subterrânea em forma de caverna, com uma entrada aberta para a luz... Estão lá dentro desde a infância, algemados de pernas e pescoços... há um caminho ascendente, ao longo do qual se construiu um pequeno muro...
(...)
Visiona também ao longo deste muro, homens que transportam toda espécie de objectos, que o ultrapassam: estatuetas de homens e animais, de pedra e de madeira... como é natural, dos que os transportam, uns falam, outros seguem calados.
(...)
Então, se eles fossem capazes de conversar uns com os outros, não te parece que eles julgariam estar a nomear objectos reais, quando designavam o que viam?
(...)
De qualquer modo – afirmei – pessoas nessas condições não pensavam que a realidade fosse senão a sombra dos objectos.
(...)
... o que aconteceria se eles fossem soltos das cadeias e curados da sua ignorância, a ver se, regressados à sua natureza, as coisas se passavam deste modo. Logo que alguém soltasse um deles, e o forçasse endireitar-se de repente, a voltar o pescoço, a andar e a olhar para a luz, ao fazer tudo isso, sentiria dor, e o deslumbramento impedi-lo-ia de fixar os objectos cujas sombras via outrora.
(...)
... se alguém o forçasse olhar para a própria luz, doer-lhe-iam os olhos e voltar-se-ia, para buscar refúgio junto aos objectos para os quais podia olhar, e julgaria ainda que estes eram na verdade mais nítidos do que os que lhes mostravam?
(...)
Precisava de se habituar, julgo eu, se quisesse ver o mundo superior. Em primeiro lugar, olharia mais facilmente para as sombras, depois disso, para as imagens dos homens e dos outros objectos, reflectidas na água, e, por último, para os próprios objectos. A partir de então seria capaz de contemplar o que há no céu, e o próprio céu, durante a noite, olhando para a luz das estrelas e da Lua, mais facilmente do que se fosse o Sol e seu brilho de dia.
(...)
Finalmente, julgo eu, seria capaz de olhar para o Sol e de o contemplar, não já a sua imagem na água ou em qualquer sítio, mas a ele mesmo, no seu lugar.
(...)
Quando ele se lembrasse da sua primitiva habitação, e do saber que já possuía, dos seus companheiros de prisão desse tempo, não crês que ele se regozijaria com a mudança e deploraria os outros?
(...)
E se lhe fosse necessário julgar aquelas sombras em competição com os que tinham estado sempre prisioneiros, no período em que ainda estava ofuscado, antes de adaptar a vista – e o tempo de se habituar não seria pouco – acaso não causaria o riso, e não diriam dele que, por ter subido ao mundo superior, estragara a vista, e que não valia a pena tentar a ascensão? E a quem tentasse soltá-los e conduzi-los até cima, se pudessem agarrá-lo e matá-lo.
(...)
Fontes de pesquisa:
1- Filme: Matrix, trilogia de Larry e Andy Wachowiski.
2- Revista Isto É nº 1753 – 07/05/2003, p. 80-81 (98 páginas) Reportagem: Reféns da Tecnologia. Darlene Mencione e Lia Vasconcelos, p. 80-85.

 



Escrito por profª Sheila Suzano às 00:46
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Teoria da cor-luz



Escrito por profª Sheila Suzano às 22:00
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O Pincel do Carrasco



Texto de Kathia Alves: O minucioso trabalho de pesquisadora iconográfica e estudiosa da história do livro ilustrado leva-me a ouvir a voz que emana das imagens como se fosse um eco dos pensamentos escritos.

Para maiores informações sobre meu trabalho consulte os links:

http://lattes.cnpq.br/7798991919409817

http://www.salvealves.com/


Resumo do artigo: Nem sempre a arte celebrou a memória de homens ilustres, algumas vezes as pinceladas impiedosas de artistas mercenários condenaram homens à morte.

No presente texto realizar-se-à um extrato sobre a arte do retrato nas condenações infamantes na Itália dos séculos XIV e XVI.

O Pincel do Carrasco

A idéia de “extimatio” dos antigos romanos, ou seja a importância do indivíduo no seio do grupo, influenciou profundamente o conceito de “fama” e de “infâmia”, que penetrou no tecido cultural das populações dominadas pelo império, passando da Idade Média à Idade Moderna, chegando a sensibilizar os nossos dias.

Este conceito incidirá com particular intensidade no código de honra dos cavalheiros medievais, condicionando as ações da nobreza, sem poupar porém as demais categorias sociais.

No norte da Itália setentrional, o conceito de fama e infâmia encontrou eco nos sermões dos religiosos do mundo rural e na poesia humanística, inspirada nos modelos da antiguidade clássica, tanto apreciada pelos artistas e eruditos do século XIV e XV.

Entre os estudiosos da literatura latina, da filosofia e cultura clássica daquele ambiente, destaca-se o poeta Francesco Petrarca, que através dos seus versos recordava às gerações que, tanto a fama como a infâmia podem ser vencidas somente

pelo tempo, porque enquanto as ações e as obras positivas ou negativas permanecerem acesas na memória da humanidade, as imagens destes conceitos permanecerão vivas.

Assim sendo, a imagem da boa reputação era uma chave vital para a aceitação do indivíduo e afirmação dos seus direitos na sociedade.

Quando a opinião pública reconhecia as qualidades do indivíduo, fosse pela função que ocupava, pelas obras ou ações realizadas, pelo ambiente que frequentava ou pela situação econômica: era-lhe conferida a estima popular, e a fama garantia-lhe credibilidade e favores.

A imagem positiva concedia ao indivíduo o direito de ocupar cargos de confiança, ser testemunha em processos, receber empréstimos, possuir propriedades, em suma, favorecia o pleno exercício de cidadania. Em certos casos, o reconhecimento da boa

reputação era celebrado publicamente com monumentos, estatuas, retratos em igrejas, prefeituras e universidades.

Porém, quando a reputação era enlameada por traição política, evasões fiscais, banca rota, fraude, furto ou assassinato, a opinião pública negava ao indivíduo os direitos civis e jurídicos, condenando-lhe a morte ou à marginalização, que era como morrer em vida, pois o réu perdia os direitos de cidadania e as possibilidades de sobrevivência.

A imagem do indivíduo devastada pela infâmia projetava-se como um fantasma sobre os familiares, sobre amigos e conhecidos, que para sobreviverem eram obrigados a distanciar-se do réu.

O condenado que conseguia fugir em exílio, procurava refugiar-se no anonimato.

Porém, da mesma maneira que o poder público valia-se da arte para comemorar os cidadãos ilustres, as autoridades jurídicas interessadas em manter viva na memória dos indivíduos, a infâmia do condenado, comissionavam a artistas de segunda grandeza, o retrato do infamado. Esta pena por “contumacia” ou em linguagem corrente, por ausência do réu, era executada com pinceladas vivazes sobre os muros externos de um edifício público ou na fachada da casa do condenado.

O carrasco, armado de palheta e pincel, protegendo a sua identidade no manto da noite, realizava com perícia e rapidez a imagem do condenado sofrendo a sansão em poses grotescas ou ofensivas.

O escárnio e o horror eram alguns dos principais elementos deste tipo de pena, de modo particular, no caso dos réus por traição, representados frequentemente como aqueles que traíram e renegaram Cristo, portanto enforcados como Judas ou de cabeça para baixo como no martírio de S. Pedro.

Por isto, a representação mais comum dos traidores era pendurados pelos pés ou pelos órgãos genitais, enquanto torturados por figuras diabólicas, como se vê no detalhe do afresco do inferno realizado por Giotto na Capela dos Scrovegni em Pádua e no particular dos idolatras no afresco do inferno de Giovanni da Modena, na Capela Bolognini da Basílica de São Petrônio em Bolonha. Outra imagem de traidor muito difusa no período è a figura do Enforcado no jogo do Tarô, como se encontra no maço do século XV que pertenceu a família Visconti-Sforza de Milão.

Porém, nem sempre as pinturas infamantes eram representações de penas não consumadas. Muitas vezes o pincel do carrasco descrevia as terríveis torturas e a morte do réu, com a intenção de prolongar a pena da infâmia sobre a imagem do morto, utilizando-o como exemplo moralizador para a população.

Estas imagens, que podiam permanecer nos muros dos prédios por muitos anos, podiam também serem julgadas e reavivadas com tintas frescas para se manterem vivas por longo tempo, ou ao contrario, serem anistiadas e finalmente canceladas.

A arte que imortalizou o retrato e a fama de ilustres cidadãos através de pinturas, esculturas e medalhas, realizadas por grandes artistas, condenou também à infâmia inúmeros outros cidadãos com terríveis retratos denegridores, executados com severas pinceladas de artistas menosprezados, diminuídos pela função de carrasco.

Porém a roda da fortuna concedeu alguns indultos a estes artistas, como é o caso de Andrea del Sarto, que realizou alguns desenhos para pinturas infamantes ao serviço da justiça. Contudo, contrariamente às suas vitimas, o artista recebeu o reconhecimento de grande mestre da pintura, gozando de fama entre as gerações que seguiram seu trabalho.

Fig. 1 e 2)- Giotto di Bondone (1267-1337).

 

 

Detalhe do inferno, no afresco do Juízo Universal de Giotto na Capela dos Scrovegni

em Pádua, do inicio do século XIV.

Afrescos de Giotto na Capela dos Scrovegni.

http://www.youtube.com/watch?v=1UxvbgoIeXg


Fig. 2)- Giotto di Bondone

 

 

Fig. 3)- Giovanni da Modena (entorno a 1409-1455).

 


Particular dos idolatras no inferno, no afresco de Giovanni da Modena, na Capela

Bolognini na Basílica de São Petrônio em Bolonha.

 

 

 

Fig. 4)- O enforcado conhecido como a carta do “Impichato” do maço de Tarôs da

família Visconti-Sforza, realizado na metade do século XV.

Atualmente na Coleção da Pierpont Morgan, em NY. USA.

 

 

 

 

Fig. 5)- Andrea del Sarto (1480-1530)

 

   

 

Esboço de homens pendurados pelo pé.

Atualmente no “Gabinetto dei Disegni e Stampe degli Uffizzi” Florência – Itália.

Andrea del Sarto.

http://www.youtube.com/watch?v=CvFC99hfzX4&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=OFTqltyPR84&feature=related

 



Escrito por profª Sheila Suzano às 10:48
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O poder da arte

segundo um novo estudo científico, obras de arte dão tanta alegria a mente humana quanto as emoções do amor.

Pessoas foram submetidas a tomografias do cérebro ao mesmo tempo que viam uma série de 30 pinturas de alguns dos maiores artistas do mundo.

As obras consideradas mais bonitas aumentaram em 10% o fluxo sanguíneo em uma determinada parte do cérebro, o que equivale a olhar para um ente querido.

Pinturas de John Constable, Ingres, pintor neoclássico francês, e Guido Reni produziram respostas mais intensa de "prazer" nos participantes.

Obras de Hieronymus Bosch, Damier Honore e Massys artista flamengo - consideradas feias pelos participantes - levou a um menor fluxo sanguíneo. 

Outras pinturas foram mostradas, obras de artistas como Monet, Rembrandt, Leonardo da Vinci e Cézanne.

O professor Semir Zeki, neurocientista da University College London, que conduziu o experimento, disse: "Queríamos ver o que acontece no cérebro quando você olha belas pinturas.

"O que descobrimos é quando você olhar para a arte - se é uma paisagem, uma natureza morta, abstrata ou um retrato - há uma forte atividade na parte do cérebro relacionada ao prazer.

"Nós colocamos as pessoas em um scanner e mostramos uma série de pinturas a cada dez segundos. Em seguida, medimos a alteração do fluxo sangüíneo em uma parte do cérebro.

"A reação foi imediata. Observamos que o aumento no fluxo sangüíneo é proporcional ao o quanto a pintura foi apreciada.

"O aumento do fluxo sanguíneo ao ver uma bela pintura é o mesmo de quando você olha para alguém que você ama. Diz-nos o professor Semir Zeki "a arte provoca uma boa sensação no cérebro."

O teste foi realizado em dezenas de pessoas, que tinham pouco conhecimento sobre arte e, portanto, não estariam influenciadas por modismos.

A ressonância magnética (RM) mediu o fluxo sanguíneo no córtex órbito-frontal, parte do cérebro associada ao prazer e ao desejo.

O estudo será revisado e publicado em uma revista acadêmica no final deste ano (2011).

Professor Zeki acrescentou: "Estamos dando verdade científica ao que é conhecido há muito tempo - que belas pinturas nos fazem se sentir muito melhor".

"Mas o que não percebiamos antes destes estudos é o quão poderoso é o efeito da arte sobre o cérebro."

O estudo evidencia também a necessidade da arte estar cada vez mais disponível ao público em geral.

FONTE: http://www.telegraph.co.uk/culture/art/art-news/8500012/Brain-scans-reveal-the-power-of-art.html



Escrito por profª Sheila Suzano às 22:59
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História Cantada: Renascimento

 

 Vídeo-clip da música O Renascimento do professor Gerson Guimarães, cantada por Tenisonm Del Rey.

A canção pertence ao projeto História Cantada, que usa a música e o teatro como ferramentas lúdicas no processo de aprendizagem.

 

Renascimento

 

O renascimento foi um movimento artístico

Literário e científico ligado à burguesia

Inicialmente pertencente ao mundo italiano

E um teor greco-romano o influencia

 

Caracterizado pelo antropocentrismo

Pelo otimismo, realismo e pelo prazer mundano

Racionalismo e naturalismo presente nos temas

Financiado pelos mecenas

 

O Príncipe de Maquiavel

Miguelangelo e a Pietá

Madona de Rafael

Leonardo e Monalisa

 

E o renascimento se espalha

Para fora da Itália

Outros países da Europa

Rompem fronteiras

 

E a ciência se desenvolveu

Copérnico e Galileu

A Terra é quem gira em torno do Sol

Mesmo que a Igreja não queira

 

 



Escrito por profª Sheila Suzano às 20:38
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O Espelho da alma

 

 


Texto de Kathia Alves: Sou uma curiosa e atenta leitora de imagens, por isto sempre me dediquei a ela, como ilustradora, pesquisadora iconográfica e estudiosa da historia do livro ilustrado.

Para maiores informações sobre meu trabalho consulte os links:

http://lattes.cnpq.br/7798991919409817

www.salvealves.com

Resumo do artigo: O retrato e a caricatura foram gêneros que sempre fascinaram o homem ocidental, como um espelho mágico que revela os segredos da alma.

No presente texto realizar-se-à uma brevíssima reflexão sobre o longo e lento percurso da representação da beleza e da fealdade no contexto cristão ocidental.

O Espelho Da alma

A partir da primeira cruzada contra os mouros convocada pelo Papa Urbano II ao redor de 1095/96, enraíza-se paulatinamente no mundo cristão ocidental, a ideia de que a beleza era emanação das virtudes da alma.

A conseqüência desta afirmação, é que os defeitos físicos, a fealdade e a diversidade dos traços fisionómicos de outras raças, eram sinais negativos da essência anímica.

Esta linha interpretativa afirma-se durante a Idade Média, através de imagens que falavam da beleza angélica e santificada, em contraposição às representações disformes ou burlescas dos vícios e de outras características humanas. Tais valores redesenharam a realidade, distinguindo e separando os indivíduos em dois blocos: belos e bons; imperfeitos e pérfidos.

Dentro desta dinâmica; hebreus, mouros e todos aqueles considerados diversos ou antagonistas aos modelos e aos valores morais da igreja, eram frequentemente representados pela sociedade cristã como figuras grotescas, personificação do diabólico.

As diferenças culturais, raciais ou fisionómicas, amplificadas pelas expressões das emoções, pelas mímicas dos gestos, unido ao preconceito de que as paixões da alma modelavam ou transmutavam a forma do corpo, colaboravam para enriquecer as mil faces do maligno, que se manifestava numa grande variedade de “imaginerias do demónio”.

Todavia, as figuras burlescas, anteriores ao século XV eram substancialmente alusões alegóricas dos estados idealizados da alma. Nas miniaturas e nos afrescos anteriores aquele período, não se encontravam nas figuras, uma verdadeira descrição do caráter do individuo, porém, identificavam-se sinais que evocavam a negatividade dos personagens. Somente ao final do século XV, quando a prática do retrato se transforma num verdadeiro gênero artístico, agregando sobre a estrutura “physiognomica”, uma série de outras informações como: perfil psicológico, condições culturais, temporais e espirituais, é que se projetará nos traços físicos dos personagens retratados a sutil essência do caráter.

A partir deste momento começam a surgir os “retratos ditos de carga”, assim chamados por serem carregados de conotações densas, que tinham como principal compromisso exaltar a negatividade, representando na maioria das vezes, danados sofrendo as penas do inferno, heréticos, carnífices maltratando inocentes, enfim, todos os matizes de degradações morais da humanidade.

Foi na Europa do norte, daquele período, onde o clima rígido constringia as pessoas à introspecção e à convivência em ambientes fechados, que se propagaram os retratos carregados pelas decadências humanas.

Olhos esbugalhados, sobrancelhas encarquilhadas ou arqueadas, bocas escancaradas e desdentadas, septos e narinas deformados, são algumas das características que distinguem os pérfidos algozes representados por Hieronymus Bosch na crucificação de Jesus.

Estes retratos que desejavam espelhar os vícios e as emoções da alma, foram a chave de um tipo de pintura que deu origem à caricatura.

Enquanto linguagem de representação da figura, a caricatura vem formalmente a luz no final do século XVI e nos primeiros anos do século XVII. Todavia, esta expressão figurativa inspirar-se-à nas obras do passado, em excelentes artistas do norte Europeu, como Albrecht Dürer, o velho Lucas Cranach, mas se deixará persuadir também pelos magníficos esboços críticos de Leonardo da Vinci, pelos estudos de Giambattista della Porta autor “De Humana Physiognomia” e outros fantásticos mestres observadores e estudiosos da natureza humana.

Desde da sua origem, a caricatura, mais do que a arte do retrato, assumirá uma função social de ressaltar as sombras da alma, as contradições do caráter humano e da sociedade que o homem constrói. Este género artístico, se alargará nos séculos nas formas de sátira de costume e sátira política, encontrando o seu esplendor nos traços elegantes de Daumier e de Toulouse Lautrec.

 

Fig. 1 – Leonardo da Vinci (1452-1519)


Leonardo da Vinci, caricatura de cinco cabeças, 1490. Atualmente na “Galleria dell’Accademia” de Venezia.

Leonardo da Vinci:http://www.youtube.com/watch?v=15zMLtqxwDQ&feature=related

 

Fig. 2 – Hieronymus Bosch (1453-1516)


Hieronymus Bosch, A subida ao Calvario, 1515/1516, Atualmente no “Grand Musée des Beaux-Arts” em Gand, Belgica.

Hieronymus Bosch: http://www.youtube.com/watch?v=IpzgQ2aCSqc

 

Fig. 3 – Albrecht Durer (1471-1528)


Albrecth Durer, Cristo entre os doutores, 1506. Atualmente no “MuseuThyssen-Bornemisza”, Madrid

Albrecth Durer: http://www.youtube.com/watch?v=3uBSzOHT87w

 

Fig. 4 – Lucas Cranach o Velho (1472-1553)


Lucas Cranach o Velho, Cristo e a adultera, 1553, atualmente no Museu de Arte de Budapeste.

Lucas Cranach o Velho: http://www.youtube.com/watch?v=duNZCjidHOI&feature=related

 

Fig. 5 – Giambattista della Porta (1535-1615)

 Giambattista della Porta em “De Humana Physiognomia”, 1586

Giambattista della Porta: http://www.youtube.com/watch?v=EnuOvCtVBl8

 

Fig. 6 – Honoré Daumier (1808-1879)

 


Honoré Daumier, Crispin e Scapin, 1863/ 65. Atualmente no “Museu d'Orsay”, Paris, France

Honoré Daumier: http://www.youtube.com/watch?v=dPDdUvmQLgQ

 

Fig. 7 – Henri Toulouse Lautrec (1864-1901)


Henri Toulouse Lautrec, Salon de Rue des Moulins, 1894. Atualmente no “Museu Toulouse-Lautrec”, Albi - França

Toulouse Lautrec: http://dailymotion.virgilio.it/video/x363o9_henri-de-toulouse-lautrec

 

 



Escrito por profª Sheila Suzano às 23:44
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O desenho

 

desenho  é talvez a forma de expressão artística mais conhecida entre o grande público e, por isso, a mais democrática. Seja nas tiras de jornais, nos animes japoneses ou nos estudos de Da Vinci, o desenho é e sempre será uma das formas mais apreciadas de arte.

 

 

  A leitura que se faz de uma imagem dependerá sobretudo da cultura e conjunto de experiências sociais do observador podendo ser interpretada e sentida de formas diferentes por pessoas diferentes, cada qual com seu jeito de interpretar o que vê.

  Da mesma forma ocorre com o artista. Ao criar o desenho ele pode expressar aquilo que sente, o que crê, o que almeja ou o que vive. É por isso, que vemos uma grande variação na forma e conteúdo dos desenhos ao longo da história e é por isso que um mesmo desenho pode despertar em pessoas diferentes sentimentos e até mesmo contrários.

  Durante toda a história os desenhos foram usados tanto para distrair e entreter, quanto para provocar reflexões. As charges e os cartuns por exemplo são muito usadas pelos desenhistas para fazer críticas a situações do cotidiano ou chamar a atenção para temas importantes.

Outras modalidades de desenho são: desenho técnico, é aquele usado para projeção de peças e máquinas; desenho artístico, é o nome dado aos desenhos que fazem representações bastante realistas de pessoas, paisagens e objetos (na verdade fora o desenho técnico todas as outras modalidades de desenho poderiam ser chamadas de “desenho artístico”, porém convencionou-se usar a denominação para este tipo específico); quadrinhos, conjunto de desenhos que apresentam uma história real ou não através de imagens seqüenciais; ilustração, desenho usado para “dizer” através de imagens o que está escrito em um texto; grafite, desenho feito em fachadas e muros; animações ou desenhos animados, são desenhos projetados em seqüência de forma a provocar a ilusão de movimento das figuras representadas (tipo um filme); caricatura, desenho cômico feito baseado em alguma pessoa e que se parece com ela, geralmente a caricatura retrata apenas o rosto, se retratar também o corpo, ou seja, um quadro geral, chama-se cartum ou charge dependendo da situação; cartum (ou cartoon), desenho que apresenta um quadro geral e trabalha com temas universais (por exemplo, a piada da sogra); charge, desenho que pode apresentar um quadro geral, mas tem como tema um assunto específico e, na maioria das vezes, sobre algo real.

Atualmente, o desenho encontra formas de expressão e recursos muito mais variados. De materiais super tecnológicos (canetas digitais, editores de imagem, etc.) e locais inusitados (como o próprio corpo, embora isso já seja antigo) a temas polêmicos que tratam de problemas e pessoas reais ou fictícios, o desenho possui a capacidade de disseminar cultura entre todas as classes sociais. É por isso que é tão difícil encontrar alguém que não goste de desenho.

Por Caroline faria

Fonte: http://www.infoescola.com/artes/introducao-ao-desenho/

Mais sobre artes em http://www.infoescola.com/artes/

 

 



Escrito por profª Sheila Suzano às 08:00
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Sucata

“Porque a sucata, na verdade

seja o que for que tenha sido

é um mero estado transitório

do material em disponibilidade.

Não tem nada de trágico.

A sucata é o material de férias.”

(Mário quintana)




Escrito por profª Sheila Suzano às 23:54
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Sinopses dos programas do Novo Telecurso



Escrito por profª Sheila Suzano às 18:33
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Estética é ética

 

 

 "a estética é a ética do futuro"

Frase atribuida a Maximo Gorki ou Jean-Luc Godard


 

 



Escrito por profª Sheila Suzano às 11:16
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Computadores fazem arte artistas fazem dinheiro

 

 Segunda-feira, 29/11/2010

O Espaço Aberto Ciência e Tecnologia foi à Casa da Moeda para mostrar a tecnologia - e a arte - por trás das notas e moedas.

Veja como está sendo feita a nova família de cédulas de Real.

 

 

 

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1384215-7823-CASA+DA+MOEDA+BRASILEIRA+E+UMA+DAS+MAIS+MODERNAS+DO+MUNDO,00.html

 

 

"Computadores fazem arte artistas fazem dinheiro"

                                                       Música: Chico Science e Nação Zumbi.

 

 

http://www.youtube.com/watch?v=wOxp2jbzpNo&feature=player_embedded

 

 

POP-ART

 

Movimento principalmente americano e britânico, sua denominação foi empregada pela primeira vez em 1954, pelo crítico inglês Lawrence Alloway, para designar os produtos da cultura popular da civilização ocidental, sobretudo os que eram provenientes dos Estados Unidos.

Com raízes no dadaísmo de Marcel Duchamp, o pop art começou a tomar forma no final da década de 1950, quando alguns artistas, após estudar os símbolos e produtos do mundo da propaganda nos Estados Unidos, passaram a transformá-los em tema de suas obras. 

Representavam, assim, os componentes mais ostensivos da cultura popular, de poderosa influência na vida cotidiana na segunda metade do século XX. Era a volta a uma arte figurativa, em oposição ao expressionismo abstrato que dominava a cena estética desde o final da segunda guerra. Sua iconografia era a da televisão, da fotografia, dos quadrinhos, do cinema e da publicidade. 

Com o objetivo da crítica irônica do bombardeamento da sociedade pelos objetos de consumo, ela operava com signos estéticos massificados da publicidade, quadrinhos, ilustrações e designam, usando como materiais principais, tinta acrílica, ilustrações e designs, usando como materiais, usando como materiais principais, tinta acrílica, poliéster, látex, produtos com cores intensas, brilhantes e vibrantes, reproduzindo objetos do cotidiano em tamanho consideravelmente grande, transformando o real em hiper-real. Mas ao mesmo tempo que produzia a crítica, a Pop Art se apoiava e necessitava dos objetivos de consumo, nos quais se inspirava e muitas vezes o próprio aumento do consumo, como aconteceu por exemplo, com as Sopas Campbell, de Andy Warhol, um dos principais artistas da Pop Art. Além disso, muito do que era considerado brega, virou moda, e já que tanto o gosto, como a arte tem um determinado valor e significado conforme o contexto histórico em que se realiza, a Pop Art proporcionou a transformação do que era considerado vulgar, em refinado, e aproximou a arte das massas, desmitificando, já que se utilizava de objetos próprios delas, a arte para poucos.

Principais Artistas:

Robert Rauschenberg (1925) Depois das séries de superfícies brancas ou pretas reforçadas com jornal amassado do início da década de 1950, Rauschenberg criou as pinturas "combinadas", com garrafas de Coca-Cola, embalagens de produtos industrializados e pássaros empalhados.
Por volta de 1962, adotou a técnica de impressão em silk-screen para aplicar imagens fotográficas a grandes extensões da tela e unificava a composição por meio de grossas pinceladas de tinta. Esses trabalhos tiveram como temas episódios da história americana moderna e da cultura popular. 

Roy Lichtenstein (1923-1997). Seu interesse pelas histórias em quadrinhos como tema artístico começou provavelmente com uma pintura do camundongo Mickey, que realizou em 1960 para os filhos. Em seus quadros a óleo e tinta acrílica, ampliou as características das histórias em quadrinhos e dos anúncios comerciais, e reproduziu a mão, com fidelidade, os procedimentos gráficos. Empregou, por exemplo, uma técnica pontilhista para simular os pontos reticulados das historietas. Cores brilhantes, planas e limitadas, delineadas por um traço negro, contribuíam para o intenso impacto visual.
Com essas obras, o artista pretendia oferecer uma reflexão sobre a linguagem e as formas artísticas. Seus quadros, desvinculados do contexto de uma história, aparecem como imagens frias, intelectuais, símbolos ambíguos do mundo moderno. O resultado é a combinação de arte comercial e abstração.

Andy Warhol (1927-1987). Ele foi figura mais conhecida e mais controvertida do pop art, Warhol mostrou sua concepção da produção mecânica da imagem em substituição ao trabalho manual numa série de retratos de ídolos da música popular e do cinema, como Elvis Presley e Marilyn Monroe. Warhol entendia as personalidades públicas como figuras impessoais e vazias, apesar da ascensão social e da celebridade. Da mesma forma, e usando sobretudo a técnica de serigrafia, destacou a impessoalidade do objeto produzido em massa para o consumo, como garrafas de Coca-Cola, as latas de sopa Campbell, automóveis, crucifixos e dinheiro.
Produziu filmes e discos de um grupo musical, incentivou o trabalho de outros artistas e uma revista mensal.

NO BRASIL

A década de 60 foi de grande efervescência para as artes plásticas no pais. Os artistas brasileiros também assimilaram os expedientes da pop art como o uso das impressões em silkscreen e as referências aos gibis. Dentre os principais artistas estão Duke Lee, Baravelli, Fajardo, Nasser, Resende, De Tozzi, Aguilar e Antonio Henrique Amaral.

A obra de Andy Warhol expunha uma visão irônica da cultura de massa. No Brasil, seu espírito foi subvertido, pois, nosso pop usou da mesma linguagem, mas transformou-a  em instrumento de denúncia política e social.

Fonte: www.historiadaarte.com.br

 



Escrito por profª Sheila Suzano às 08:24
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Escrito por profª Sheila Suzano às 21:49
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Ler imagem ENADE

 

 

QUESTÃO 1
Cidadezinha qualquer

Casas entre bananeiras 
mulheres entre laranjeiras 
pomar amor cantar.

Um homem vai devagar. 
Um cachorro vai devagar. 
Um burro vai devagar. 
Devagar... as janelas olham.

Eta vida besta, meu Deus. 
 

 De Alguma poesia (1930) ANDRADE, Carlos Drummond de. Alguma poesia. In
Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2002, p. 23.

 

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CIDADEZINHA CHEIA DE GRAÇA

Cidadezinha cheia de graça...
Tão pequenina que até causa dó!
Com seus burricos a pastar na praça...
Sua igrejinha de uma torre só...

Nuvens que venham, nuvens e asas,
Não param nunca nem um segundo...
E fica a torre sobre as velhas casas,
Fica cismando como é vasto o mundo!...

Eu que de longe venho perdido
Sem pouso fixo (a triste sina!)
Ah, quem me dera ter lá nascido!

Lá toda a vida pode morar!
Cidadezinha...tão pequenina
Que toda cabe num só olhar...

 

QUINTANA, Mário. A rua dos cataventos. InPoesia completa. Org. TâniaFranco Carvalhal. Rio de Janeiro:

Nova Aguilar, 2006, p. 107.

Ao se escolher uma ilustração para esses poemas, qual das obras abaixo

estaria de acordo com o tema neles dominante?

(A) Di Cavalcanti                                         (B)  Tarsila do Amaral                     (C) Taunay

(D) Manezinho Araújo                                                                                                                 (E) Guignard


 

 



Escrito por profª Sheila Suzano às 21:23
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A raça humana risca e rabisca

 

 "A raça humana risca, rabisca, pinta
A tinta, a lápis, carvão ou giz
O rosto da saudade
Que traz do gênesis"

Gilberto Gil

 



Escrito por profª Sheila Suzano às 20:17
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Apostila de Artes



Escrito por profª Sheila Suzano às 13:27
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Escrito por profª Sheila Suzano às 12:29
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A escola mata a criatividade?

Primeira parte

Segunda Parte



Escrito por profª Sheila Suzano às 17:38
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O que é educar?



Escrito por profª Sheila Suzano às 18:24
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Descartável: manifesto de apresentação

o início do século 20, houve uma profusão assustadora de manifestos literários, artísticos, políticos. Todos refletiam a enorme mudança que o mundo estava sofrendo. Num jogo fantasioso, viajei para aquele tempo e compus meu pequeno manifesto de previsão e louvor ao império do descartável.

No tempo avesso do século 21, o descartável construirá seu império. Fraldas descartáveis ajudarão a manter os infantes limpos, dando menos trabalho às mães. O descartável também se alojará na infância movida a tecnologia: os brinquedos terão duração de uma semana. Tudo será barulhento, luminoso. Nada de pequenos brinquedos lúdicos, simples, trabalhosos. O descartável não será amigo da imaginação.

O descartável apreciará pratos, talheres, copos feitos de plástico. Só permitirá o uso inédito. Não haverá segunda chance. Evitará a sujeira, o conhecimento, o tato, o aprofundamento do paladar. Todos beberão o café num copo que será jogado fora. Comerão com um garfo branco, anêmico, frágil. O descartável detestará o metal. Detestará o que pode ser lavado. Na verdade, o descartável odiará tudo o que pode durar mais do que ele. Isso nos libertará dos entulhos. Pode até haver um aumento de entulhos nos bueiros, nos rios, nos lixões das cidades. Mas o descartável terá a solução, pois que ele será altruísta, ecológico: gerará milhares de subempregos. Homens catarão os restos de outros homens. Será uma alternativa honesta de vida que terá muito mais força num país onde a dignidade for descartável.

Dentro dos humanos, controlará a vaidade e o orgulho. Obedeceremos ao descartável quando consumirmos sempre mais. Jogaremos fora o que estiver funcionando, mas que não corresponda às necessidades do momento.

Também viverá nas celebridades e seus casamentos falhos. Será possível vê-lo nas modelos-atrizes e jogadores de futebol, nas modelos-bailarinas e pagodeiros, nas modelos-estou-analisando-uns-projetos e novos-ricos em geral. O descartável será o grande irmão da mídia. Num jogo incestuoso, controlará e será controlado por ela. Só o descartável permitirá que haja sempre uma novidade no mundo, nem que para isso tenha que elevar a descrença, a desconfiança, manter o superficial como realidade única. 
O descartável comandará uma grande parcela da música, do cinema, da literatura. Libertará os humanos da atitude de parecerem cultos, chiques e inteligentes. Nivelará tudo a festas em apartamentos, máquinas mortíferas e Zahires. O descartável fará arte por moda e dinheiro e algum entretenimento.

O descartável será inimigo da saudade. Gostará mesmo é do presente. Do aqui agora. O futuro não vai lhe interessar. O descartável sabe de sua vida breve, por isso será tão voraz no seu pouco tempo de permanência e terá intenso poder de multiplicação. Fará disso sua beleza e crueldade.

Rubens da Cunha é escritor.

[Texto publicado na versão impressa de Poiésis - Literatura, Pensamento & Arte, nº 111, junho de 2005, pág. 13]



Escrito por profª Sheila Suzano às 19:49
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Escultura Barroca -1

INTRODUÇÃO ESCULTURA BARROCA

Gianlorenzo Bernini (1598-1680). Éxtasis de Santa Teresa (1645-1642). 

A estatuária barroca desempenhou um papel muito importante na decoração arquitetônica, tanto na interior quanto na exterior. As esculturas mais representativas desse estilo, e as que inauguraram o ciclo, foram as de Bernini, arquiteto e escultor praticamente exclusivo do Vaticano na época do papa Urbano VIII. Suas obras, ao contrário das esculturas equilibradas e axiais do renascimento, parecem estar posando vivas sobre a base de pedra, prestes a sair dali a qualquer momento.

Os materiais que melhor expressavam essas sensações eram o mármore branco e o bronze. Os rostos sofrem, se esforçam, apertando os lábios, ou abrindo-os como para dar um gemido. Os músculos estão em tensão, e as veias parecem pulsar sob a pele. Até os cabelos e barbas, desgrenhados, plasmam um estado de espírito. Os corpos querem se despojar de sedas ao mesmo tempo pesadas e mórbidas.

Em toda parte, as esculturas do barroco eram os novos cidadãos.

Aqui e ali multiplicavam-se anjos e arcanjos, santos e virgens, deuses pagãos e heróis míticos, agitando-se nas águas das fontes e surgindo de seus nichos nas fachadas, quando não sustentavam uma viga ou faziam parte dos altares.Entretanto, essa total dependência da arquitetura não as tornou menos importantes. Conseguiu-se um equilíbrio no qual o edifício era o quadro e elas seu complemento, sem que um elemento tivesse mais peso do que o outro.

 



Escrito por profª Sheila Suzano às 12:23
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Livros & Arte

"Os livros têm a mesma função das obras de arte: estimular a discussão e a reflexão. Não devem ser considerados fontes de saber ou beleza, mas elementos vivos que promovam dentro das cabeças das pessoas verdadeiras revoluções na forma de se pensar e encarar o mundo – essa, sim, uma belíssima e indiscutível habilidade humana."
Luli Radfahrer (Ph.D. em comunicação digital pela ECA-USP)



Escrito por profª Sheila Suzano às 11:02
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A Feira "Livre" de Sócrates

 

O filósofo Sócrates abordado por vendedores quando passeava pelas ruas do comércio de Atenas, costumava responder:

“não, obrigado, não desejo nada. Estou apenas vendo quanta coisa de que não preciso para ser feliz”.

 



Escrito por profª Sheila Suzano às 10:16
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O desenhista Allan Sieber fala sobre a carreira de desenhista e como arte finalizar um desenho utilizando mesa de luz, scanner e colorização digital.

veja o vídeo no link do Novo Telecurso abaixo.

http://www.novotelecurso.org.br/telecurso/index.html#/main.jsp?lumPageId=4028818715D7734F0115D95C824B7871&lumI=telecurso.blog.details&itemId=FF8080812212525D0122607B620D0234



Escrito por profª Sheila Suzano às 13:29
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Tema da redação FUVEST 2010: o mundo em imagens

 

Fonte: http://vestibular.uol.com.br/correcaoonline/5723-333-questao.jhtm?p=11&imgP=5723-333-11

 



Escrito por profª Sheila Suzano às 20:16
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Escrito por profª Sheila Suzano às 12:19
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Escrito por profª Sheila Suzano às 19:48
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Técnica para desenvolver a criativivdade

 

 O engenheiro Jairo Siqueira é expert em técnicas para desenvolver o processo criativo. 

Para Siqueiros o processo criativo tem sete princípios:

1- ter atitude

2- desafiar suposições

3- quebrar regras

4- não ter medo de errar

5- considerar que há mais de uma opção correta

6- evitar julgamentos

7- persistir.

Quais são os mais importantes?

 JAIRO SIQUEIRA: Em primeiro lugar, ter atitude. Se a pessoa não apostar na sua ideia, os outros seis princípios serão inúteis. Já o segundo mais importante é não ter medo de errar. O receio de fracassar e parecer incompetente nos leva a desistir antes mesmo de começar. Se a atitude é a centelha que acende a nossa imaginação, o medo é a água fria que a apaga.

Como o pensamento crítico pode ser um aliado da criatividade?

 SIQUEIRA: Ele é útil em dois estágios do processo criativo: no início, quando enfrentamos as suposições e preconceitos que bloqueiam os esforços de inovação, e no fim, quando temos de julgar o valor de diferentes ideias e tomar decisões. O pensamento crítico não deve acabar com as ideias, mas sim apontar como as melhores podem ser aprimoradas.

Por que sofremos bloqueios criativos?

 SIQUEIRA: Os bloqueios nos impedem de perceber corretamente um problema ou conceber uma solução. Enquanto alguns são criados por nós mesmos, motivados por temores, percepções, experiências e emoções, outros são fruto do ambiente, seja por preconceitos, tradição, regras, falta de apoio ou conformismo.

Como criatividade e inteligência se relacionam?

 SIQUEIRA: Segundo o psicólogo cognitivo Howard Gardner, criatividade não é resultado apenas do nosso Nível de inteligência, mas do nosso perfile da escolha de um campo de atividade compatível com ele. Ou seja: a criatividade floresce quando seguimos nossa vocação e aplicamos nossos talentos.

 

Fontes: Jornal O GLOBO e o site www.criatividadeaplicada.com

 

 



Escrito por profª Sheila Suzano às 08:53
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